domingo, 27 de março de 2011

Dica de livro da semana


A explosão dos bits (Blown to bits) - Estratégias na &-Conomia
As forças que definem as estratégias vencedoras na área da informação

Autor: Philip Evans / Thomas S. Wurster
Editora: CAMPUS
Preço: Dez reais
Local de compra: Shopping Grande rio

quinta-feira, 24 de março de 2011

Barril de petróleo passa de US$ 105 em Nova York e atinge maior nível desde 2008


Os preços internacionais do petróleo voltaram a refletir a ameaça de desabastecimento por protestos no Oriente Médio e norte da África, e fecharam no maior nível desde setembro de 2008 em Nova York. O contrato do WTI com vencimento em maio chegou a ultrapassar os US$ 106 o barril durante a jornada e fechou a US$ 105,75, com alta de US$ 0,78, enquanto o ativo para junho subiu US$ 0,69, para US$ 106,21.

Já em Londres, o Brent para maio teve pequena queda, de US$ 0,15, e fechou o dia a US$ 115,55. O vencimento de junho recuou US$ 0,17, para US$ 115,47.

Na Líbia, as forças de coalização continuaram os ataques aéreos contra a ofensiva do ditador Muamar Gadafi. Ainda não há sinais claros de que a investida internacional tenha sido capaz de mudar o equilíbrio de forças na região.

No sul da Síria, ao menos seis pessoas morreram nesta quarta-feira durante confronto entre manifestantes contrários ao regime de Bashar al-Assad e as forças de segurança do governo.

A alta ganhou força depois que a explosão de uma bomba perto dos principais terminais de ônibus deixou pelo menos 31 pessoas feridas em Jerusalém.

Os preços do petróleo cresceram mais de 20% nos Estados Unidos desde meados de fevereiro, quando os movimentos contra o regime político tiveram início na Líbia.

Protestos semelhantes já derrubaram os governos da Tunísia e do Egito e também criaram turbulências no Iêmen, no Bahrein e na Síria, deixando investidores temerosos sobre o futuro de áreas do Golfo Pérsico ricas em petróleo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Produção mundial de trigo deve crescer 3,4% em 2011


A produção mundial de trigo deve aumentar em 3,4% este ano ante 2010, para 676 milhões de toneladas, segundo previsão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

De acordo com relatório da entidade, os produtores mundiais aumentaram a área de plantio em resposta ao aumento de preços.

Por sua vez, os agricultores russos devem ver uma recuperação da lavoura, atingida por forte seca no ano passado. A FAO também observou uma melhora na produção no norte da China.

A organização ressaltou que ainda é cedo para prever a safra de cereais em geral, com o plantio ainda não iniciado em muitas culturas.

Contudo, o cenário de oferta de alimentos ainda é preocupante. De acordo com a FAO, o grupo de 70 países de baixa renda observados pela entidade deve ver sua conta de importação de cereais aumentar 20% em 2011, por maiores preços nos produtos.

Esse grupo, que inclui países principalmente na África, Ásia e América Central, deve aumentar a produção em 5,6% este ano, sem obter sucesso em conter o déficit nas importações.

domingo, 20 de março de 2011

Usineiro diz que falta vontade política para derrubar barreiras ao etanol


O presidente do Conselho de Administração da Cosan, Rubens Mello, considera que falta vontade política para resolver o problema das barreiras impostas às exportações de etanol do Brasil para os Estados Unidos. A Cosan é uma das maiores produtoras mundiais de açucar e álcool a base de cana-de-açúcar.

- O problema do etanol é exclusivamente político. Existe alto protecionismo e subsídio muito grande nos Estados Unidos. Falta coragem politica para enfrentar o problema.

De acordo com Mello, a parceria comercial seria vantajosa para os dois países.

- Essa situação precisa ser enfrentada. Abriria um mercado enorme e nós poderíamos perfeitamente trabalhar em conjunto com os americanos. Os EUA precisam criar consumo e abrir outras alternativas. Há espaço para todo mundo e pode ser feito um remanejamento tributário nos EUA. Os americanos precisam sair da defensiva e partir para o negócio ativo. Isso não vai prejudicar os produtores americanos e é benéfico para os dois países.

Segundo o representante da Westinghouse Eletric Company, Aris Candris, existe interesse do governo americano de reverter esse quadro. Prova disso, segundo ele, é a própria vista do presidente Barack Obama ao Brasil.

- Pensar no Brasil de forma colaborativa é um evento recente, mas o fato de Obama estar aqui, e do convite à presidenta Dilma para ir aos EUA em breve, foca o fortalecimento [da relação] bilateral.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Bombril arruma a casa para encarar a Reckitt


Para enfrentar concorrência acirrada, companhia amplia linhas de produto e deve ter 600 itens nas prateleiras no próximo ano.

Sem papas na língua, com uma visão bastante crítica da concorrência e o audacioso projeto de posicionar a Bombril como a maior fabricante de produtos de limpeza do país, Ronaldo Sampaio Ferreira, 64 anos, é filho do fundador da Bombril. É presidente do conselho de administração da empresa e acionista majoritário (com 52%) do negócio que faturou R$ 1,2 bilhão no ano passado e carrega uma dívida atual de R$ 300 milhões com o governo federal, herança da época em que o italiano Sergio Cragnotti, da Cirio, adquiriu e administrou a companhia.

Agora, com um fardo milionário nas costas que pretende abater até 2015, a Bombril prepara-se, definitivamente, para deixar para trás a imagem de fabricante de esponjas de aço, produto que introduziu no Brasil em 1948 e que hoje responde por 40%de suas vendas, e engordar as prateleiras dos supermercados com um total de 540 produtos até dezembro e 600 em 2012.

Hoje, seu portfólio é composto por 405 itens como o sabão em pó Tanto, o amaciante de roupas Mon Bijou, o detergente líquido Limpol, a água sanitária Lavandina e o desinfetante Pinho Bril.

A partir das próximas semanas, a empresa que tem como sócios o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) fará sua estreia em novas categorias de produtos como a de sabão líquido, amaciante concentrado, cera para móveis e assoalho, graxa de sapatos, limpador de piso, removedor, álcool e, quem sabe, até mesmo em vassouras.

Esta entrada em novas categorias de produtos significa que a Bombril deve intensificar a briga que travou com outras grandes concorrentes como a Reckitt Benckiser (dona das marcas Veja, SBP, Poliflor e Vanish) e Unilever (detentora de Omo e Comfort).

Definitivamente, a disputa pelo mercado que movimentou R$ 13,5 bilhões no ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), será ainda mais árdua. Conta a favor da Bombril a estratégia de entrada ou fortalecimento de sua presença em várias categorias que, de acordo com a Nielsen, apresentaram os maiores faturamentos em 2009: caso do multiúso, que cresceu 17,3%, e do álcool, que avançou 15,3%.

"Multiúso está crescendo exponencialmente nos últimos cinco anos", diz Maria Eugenia Saldanha, presidente-executiva da Abipla. A Reckitt, dona do Veja, garante que mesmo diante do avanço da concorrência, tem aumentado sua participação no mercado que movimentou quase R$ 600 milhões em 2009, números mais recentes.

Ferreira também garante que a empresa tem avançado com seu limpador multiúso Pratice, que chegou à versão 5 em 1. Maria Eugenia afirma que todos conseguem crescer porque o brasileiro ainda consome pouco produto de limpeza, cenário que está mudando com o aumento da renda.

Ferreira acredita que a força do nome Bombril o ajudará, motivo que está levando a empresa a iniciar hoje uma campanha publicitária nacional de R$ 40 milhões, na qual trabalhará o nome corporativo.

Basta saber se isso será suficiente para ganhar espaço nas gôndolas dos supermercados e nos carrinhos, uma vez que muitas das categorias almejadas pela Bombril são lideradas por grupos internacionais.

"Nenhuma dessas multinacionais me assusta. Estou entrando no mercado de todas elas e indo bem. Tenho mais medo das nacionais, que são mais dinâmicas e ágeis", afirma Ferreira

sábado, 12 de março de 2011

Galp pode colocar à venda parte de ativos no pré-sal da Bacia de Santos


A petrolífera portuguesa Galp Energia pode vender até um terço de seus ativos no Brasil, avaliados em 3 bilhões de euros (US$ 4,2 bilhões) para se capitalizar, informou o Jornal de Negocios nesta quinta-feira. Segundo o jornal, o presidente-executivo da companhia, Manuel Ferreira de Oliveira, teria divulgado a ideia durante reunião do conselho de administração na semana passada.

A Galp possui participação minoritária em diversa reservas de petróleo e perfurações de grande porte no Brasil, incluindo fatia de 10 por cento no poço Tupi , no pré-sal na parte fluminense da Bacia de Santos. Em dezembro passado, a Petrobras encaminhou proposta à ANP para que a área de Tupi passasse a se chamar Campo de Lula. A área possui volume recuperável de 6,5 bilhões de boe, com densidade de 28º API.

No início de fevereiro de 2011, a Petrobras chegou a avaliar a compra de uma fatia da Galp pertencente à italiana ENI, mas desistiu - segundo o mercado - devido ao alto valor exigido na negociação. Segundo as fontes, enquanto a Eni pediu 4,7 bilhões de euros na sua fatia de 33,3% da Galp a Petrobras ofereceu 3,5 bilhões de euros pelo ativo que, entre outros, dá direito a participação em outros poços no cobiçado pré-sal da bacia de Santos. (Leia mais matérias sobre a Galp)

A Galp é parceira da Petrobras nos bloco BM-S-11 (Lula e Cernambi), além do BM-S-8, BM-S-21 e BM-S-24. A Petrobras também vê outras sinergias com a Galp, que poderia ser a porta de entrada da estatal brasileira para a distribuição de derivados na Europa.

Há tempos analistas questionavam se a Galp, predominantemente uma refinaria e uma novata no segmento de descoberta de petróleo, seria capaz de financiar sua participação nos custosos projetos brasileiros, e afirmavam que a empresa poderia vender partes ou a totalidade de suas fatias em alguns campos.

A Galp realizará um encontro com investidores e analistas na segunda-feira no Rio de Janeiro, onde deve apresentar um plano de investimento atualizado para o período de 2011 a 2015, quando precisará de cerca de 5 bilhões de euros.

terça-feira, 1 de março de 2011

ExxonMobil perfura a mais 12 mil metros o poço de longo alcance mais profundo do mundo


A ExxonMobil anunciou que sua subsidiária Exxon Neftegas perfurou com sucesso, no fim de janeiro, o poço de longo alcance mais profundo do mundo no campo de Odoptu, um dos três campos do Projeto Sakhalina-1, localizado em águas do extremo oriente da Rússia. De acordo com a companhia, o poço Odoptu OP-11 alcançou uma profundidade total medida de 12.345 metros, estabelecendo novo recorde mundial de perfuração de longo alcance.

O Odoptu OP-11 estabeleceu também o novo recorde mundial de alcance horizontal: 11.475 metros. A companhia destaca que perfurou o poço em apenas 60 dias, usando o processo de perfuração rápida da ExxonMobil.

Segundo a ExxonMobil, o processo de perfuração de longo alcance, chamado ERD, permite perfurar terra sob o fundo do mar até alcançar as reservas de petróleo e gás e operar com segurança e responsabilidade ambiental em um dos ambientes subárticos mais exigentes do planeta. O Projeto Sakhalina-1, que inclui ainda os campos de petróleo e gás de Chayvo e Arkutun Dagi, tem a Exxon Neftegas como operadora, representando um consórcio internacional que inclui as afiliadas da estatal russa Rosneft RN-Astra e Sakhalinmorneftegas-Shelf, a empresa japonesa SODECO e a estatal de petróleo indiana ONGC Videsh.

Desde que o primeiro poço foi perfurado, em 2003, seis dos dez maiores poços com recordes de perfuração de longo alcance do mundo foram perfurados no âmbito do projeto Sakhalina-1. A plataforma Yastreb, especialmente projetada, foi usada em todos eles, estabelecendo inúmeros novos recordes do setor em termos de profundidade, taxa de penetração e perfuração direcional.

Desde sua instalação, segundo a ExxonMobil, o projeto Sakhalina já produziu cerca de 300 milhões de barris de petróleo, exportados para vários países. Os recursos passíveis de aproveitamento são de 2,3 bilhões de barris de petróleo e 485 bilhões de metros cúbicos de gás natural. O poço vem sendo também um fornecedor essencial de cerca de 6,8 bilhões de metros cúbicos de gás natural associado para clientes em Khabarovsk Krai, no extremo oriente da Rússia, onde é usado para aquecimento residencial e para suprir as demandas crescentes de energia.