sábado, 18 de julho de 2015

Dólar fecha em alta com incertezas políticas e vai a R$ 3,19

O dólar fechou em alta frente ao real nesta sexta-feira (17), rondando o patamar de R$ 3,20, refletindo o quadro político conturbado no Brasil após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar seu rompimento político com o governo Dilma Rousseff.

A moeda norte-americana terminou a sessão vendida a R$ 3,1939, em alta de 1,13%, após atingir R$ 3,2040 na máxima da sessão. Veja cotação
Na semana, a divisa acumulou valorização de 1,03%.
"Essas questões no Congresso podem prejudicar a aprovação de mais medidas fiscais e assustam investidores", disse à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.
A alta do dólar nesta sexta era corroborada também pelo avanço dos preços ao consumidor dos EUA em junho, pelo quinto mês consecutivo, destacou a agência Reuters. Os dados reforçaram expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, está na trajetória de elevar os juros neste ano, o que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados por aqui.
No cenário econômico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que aatidade econômica brasileira ficou praticamente estagnada em maio na comparação com o mês anterior, em resultado abaixo do esperado.
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Com isso, repôs ao todo o equivalente a US$ 3,630 bilhões, ou cerca de 34% do lote de agosto, que corresponde a US$ 10,675 bilhões.

domingo, 26 de abril de 2015

PepsiCo lançará Pepsi Diet sem aspartame nos EUA

A PepsiCo disse que substituirá sua atual Diet Pepsi nos Estados Unidos por refrigerante sem aspartame, um adoçante artificial que tem ficado sob escrutínio de consumidores atentos à saúde.
A Diet Pepsi, a Diet Pepsi sem cafeína e a Diet Pepsi de cereja, adoçados com uma mistura de sucralose e acesulfame de potássio, começarão a substituir os refrigerantes em agosto, disse a companhia nesta sexta-feira.
As vendas norte-americanas de refrigerantes têm caído por aproximadamente uma década, com consumidores saindo dos refrigerantes dietéticos devido a preocupações sobre os efeitos dos adoçantes artificiais na saúde, especialmente aspartame.
"Os consumidores de refrigerantes dietéticos nos EUA nos disseram que queriam Diet Pepsi sem aspartame e estamos entregando", disse Seth Kaufman, vice-presidente sênior da Pepsi, em comunicado.
As vendas do negócio de bebidas da PepsiCo tem sido afetadas pelo declínio de longo prazo das vendas de refrigerantes nos Estados Unidos.
O aspartame, que é cerca de 200 vezes mais doce que açúcar, é amplamente usado para adoçar refrigerantes. Também é utilizado pela rival Coca-Cola em seus refrigerantes como Coca Diet, Coca Zero e Schweppes Diet Lemonade.
As vendas de Coca Diet em volume caíram 6% no primeiro trimestre.
A PepsiCo teve queda de 3,2% em receitas líquidas no primeiro trimestre, para US$ 12,22 bilhões, informou na quinta-feira.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Petrobras obtém crédito de R$ 9,5 bilhões no mercado interno para cobrir demanda de recursos em 2015

A Petrobras fechou acordos com a Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil e Standard Chartered que complementam necessidades de recursos da empresa, garantindo à petroleira a cobertura de suas necessidades de financiamentos para 2015, segundo fato relevante divulgado pela estatal nesta sexta-feira.
Entre financiamento e limites de crédito pré-aprovado, o somatório das operações chega a 9,5 bilhões de reais, trazendo alívio para a estatal em momento em que enfrenta limites para fazer captações no mercado de dívida, por conta da crise decorrente do escândalo de corrupção.
Além daquele montante, a Petrobras anunciou ainda negócio envolvendo plataformas, no valor de 3 bilhões de dólares.
"Essas operações, somadas a outras já executadas neste ano, atendem às necessidades de financiamento da companhia para 2015", disse a petroleira.
Com o Banco do Brasil, a companhia aprovou um financiamento no valor de 4,5 bilhões de reais, na modalidade de nota de crédito à exportação, por meio da subsidiária BR Distribuidora, pelo prazo de seis anos.
Com a Caixa, a petroleira anunciou aprovação de acordo para um limite de financiamento pré-aprovado ("standby") no valor de 2 bilhões de reais e prazo de até cinco anos.
Aprovou ainda limite de financiamento pré-aprovado com o Bradesco, no valor de 3 bilhões de reais e prazo de até cinco anos.
Já com o banco Standard Chartered, a Petrobras aprovou um acordo de cooperação para uma operação de venda com arrendamento e opção de re-compra de plataformas de produção, no valor de até 3 bilhões de dólares e prazo de dez anos.
A Petrobras disse ainda que continuará avaliando oportunidades de financiamento visando antecipar parte das necessidades de 2016.
Neste mês, a empresa informou que assinou com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB) contrato de financiamento de 3,5 bilhões de dólares.
Anteriormente, o Conselho de Administração da Petrobras havia autorizado a companhia a captar até 19,1 bilhões de dólares líquidos em recursos ao longo de 2015.
Adicionalmente, a petroleira reiterou que anunciou em março a aprovação de um robusto plano de desinvestimento de 13,7 bilhões de dólares para o biênio 2015 e 2016, visando à redução da alavancagem, preservação do caixa e concentração nos investimentos prioritários.
"Dentre os ativos de Exploração & Produção do plano de desinvestimento não estão incluídos ativos em produção no Pré-Sal", frisou a petroleira em seu comunicado.
Envolvida nas investigações da operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção que envolveu a petroleira, empreiteiras, políticos e partidos, a estatal passa por dificuldades para obter financiamentos com condições interessantes.
Isso porque a auditora PricewaterhouseCoopers negou-se a assinar o seu balanço do terceiro trimestre, que foi publicado não auditado, sem que perdas com a corrupção fossem lançadas no documento.
A Petrobras informou no início da semana que seu Conselho de Administração vai se reunir no dia 22 de abril para apreciar as demonstrações contábeis auditadas do terceiro trimestre e do ano de 2014, e que espera divulgá-las após a decisão do Conselho.

sábado, 4 de outubro de 2014

Importação de petróleo e derivados pelo Brasil dispara em setembro


As importações de petróleo, gás e derivados pelo Brasil em setembro cresceram, pela média diária, quase 50% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 3,935 bilhões de dólares, informou a Secretaria de Comércio Exterior.
As compras de petróleo no exterior somaram 1,967 bilhão de dólares, mais que o dobro do verificado no mesmo o período do ano passado. As importações de derivados atingiram um montante semelhante.
"No grupo dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento dos preços e das quantidades embarcadas de petróleo, gás natural e óleos combustíveis", disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil em nota.
As importações de petróleo e derivados têm impacto importante nas contas da Petrobras, cuja divisão de Abastecimento registra seguidos prejuízos trimestrais pela política do governo, o sócio majoritário da empresa, de não repassar a volatilidade dos preços internacionais para os combustíveis vendidos no Brasil.
Assim, a estatal tem vendido nos últimos tempos gasolina e diesel com a valores menores no país do que os de compra no mercado externo.
No ano até setembro, as importações de petróleo e derivados do Brasil já somam 30,51 bilhões de dólares, praticamente estável na comparação com o mesmo período do ano passado as compras de petróleo atingiram 12,08 bilhões, enquanto as de derivados e outros produtos, 18,43 bilhões de dólares.
Já as exportações de petróleo e óleos combustíveis do Brasil somaram 1,682 bilhão de dólares em setembro, com o petróleo respondendo por 1,32 bilhão de dólares, queda de 18,5% pela média diária ante o mesmo mês de 2013.
De janeiro a setembro, as exportações desses dois produtos acumulam 15,27 bilhões de dólares, contra 11,5 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado, o que indica um déficit da balança do setor considerando importações de mais de 30 bilhões de dólares no período, que também tem impacto nas contas totais do país.

sábado, 12 de abril de 2014

Gás natural se consolida como pilar estratégico da economia de países da América do Sul

Bolívia exportou cerca de 31,15 milhões de metros cúbicos (MMmcd) de gás natural para o Brasil. No Peru, insumo ganha lugar na matriz energética. O setor de hidrocarbonetos da Bolívia, além de ser um dos mais dinâmicos da América Latina, tanto por sua contribuição para o PIB, quanto para o volume de exportações, também representa um recurso natural de gestão estratégica para o país. E não é somente na Bolívia que a utilização do gás natural no setor energético tem atraído investimentos e olhares de governos e da indústria. No Peru, por exemplo, a demanda pelo insumo quintuplicou em dez anos.

 A Bolívia faturou US$ 6,059 bilhões pela venda de gás natural em 2013 para a Argentina e o Brasil, seus dois principais mercados, segundo dados da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). O resultado superou em 11,9% o de 2012, e mostra porque a renda proveniente da exportação do gás natural é o pilar da economia boliviana.

 Enquanto o óleo produzido na Bolívia é destinado ao consumo do mercado interno, o Gasoduto Bolívia Brasil, em operação desde 1999, viabiliza a exportação de volumes significativos de gás através do Contrato de Compra e Venda de Gás Natural (GSA, na sigla em inglês). "Este gasoduto representa o elo de integração econômica mais importante para os dois países e constitui um fator de complemento energético, representando mais de 50% do volume produzido pela Bolívia e cerca de 65% do gás natural importado pelo Brasil", explica o diretor de Regulação Econômica da Agência Nacional de Hidrocarburos da Bolívia, Edwin Merida Calvimontes.

 O Peru também tem se destacado no setor energético. Combustíveis mais caros e mais poluidores como a gasolina e o diesel têm sido substituídos pelo gás natural, que ganha cada vez mais espaço na matriz energética do país. Desde o início do projeto Camisea, em 2003, cujo objetivo é extrair gás natural de diversas fontes da zona central do país, a participação do insumo na demanda de hidrocarbonetos passou de 7% para 35%, em 2013.

 Para o diretor geral de Hidrocarbonetos do Ministério de Minas e Energia do Peru, Juan Israel Ortiz Guevara, Brasil e Peru poderiam contrastar suas experiências e unir esforços em questões pertinentes como a regulação tarifária, gestão do setor de gás natural, tecnologia de GNL (gás natural liquefeito) e programas de massificação do uso do insumo. "A indústria brasileira de gás natural tem conseguido avançar bastante, tanto no sentido de aumentar suas reservas, como em sua produção, considerando o abastecimento por fontes internas e externas", afirma.

 Visões políticas, econômicas e relativas ao desenvolvimento do setor gás natural na Bolívia, no Peru e na América Latina integram a pauta de discussões da 11ª edição do Gas Summit Latin America, que acontece entre os dias 13 e 15 de maio, no Hotel Windsor, no Rio de Janeiro.  Guevara e Calvimontes concordam que o evento permite o compartilhamento de experiências de diferentes políticas energéticas adotadas nos países da América Latina. "Com base nas conclusões do evento, poderemos avaliar nossas políticas atuais e identificar estratégias para nos ajudar a gerir o mercado atual, além de prever suas consequências futuras", finaliza Calvimontes.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Termelétricas a óleo diesel e combustível assinaram aditivo de contrato com a Petrobras Distribuidora que garante o abastecimento por 12 meses, num sinal de que essas usinas mais caras poderão ficar acionadas ao longo de todo o ano.
O aditivo foi assinado na semana passada, segundo o presidente da Associação Brasileira de Geração Flexível (Abragef), Marco Antonio Veloso, que acrescentou que esses aditivos costumavam ser fechados com prazos menores no passado.
"Os aditivos eram fechados com um prazo de até três meses. Mas agora o aditivo celebrado na semana passada tem validade de 12 meses. Isso aí é um indicativo de geração de energia por essas termelétricas nos próximos 12 meses", disse Veloso à Reuters.
A Petrobras Distribuidora confirmou, por meio da assessoria de imprensa, a renovação dos contratos de fornecimento às térmicas a óleo diesel e combustível até 31 de janeiro de 2015. Porém, segundo a empresa, o aumento do prazo visa apenas dar uma garantia mais tranquila de suprimento às usinas.
Segundo o presidente da Abragef, a garantia de fornecimento por um prazo maior era uma solicitação dos geradores térmicos flexíveis, como forma de, por exemplo, dar garantias para conseguir fechar financiamentos de longo prazo.
As termelétricas têm gerado energia fortemente na base do sistema elétrico brasileiro desde outubro de 2012, diante do nível baixo dos reservatórios das hidrelétricas.
As térmicas a gás natural praticamente não pararam de gerar energia desde 2012, enquanto que as mais caras --a óleo diesel e combustível-- tiveram alguma redução de despacho em alguns momentos.
A geração a óleo diesel e combustível representa cerca de 2.500 MW médios do total de 15 mil MW médios de térmicas atualmente indicados para o despacho, de acordo com o presidente da Abragef.
A assinatura dos contratos para suprimento de combustível ocorreu na mesma semana em que foi anunciado que o preço de energia de curto prazo bateu recorde, a 822,83 reais por megawatt-hora (MWh), e quando aumentaram as preocupações em relação à situação dos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste.
Os reservatórios do Sudeste, principal região para abastecimento do país, estão em um dos piores níveis para a década após a falta de chuvas em janeiro, mês tradicionalmente úmido em que as reservas de água deveriam aumentar.
Na sexta-feira passada, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou que as perspectivas de chuva continuam escassas para o Sudeste e o sistema indicou maior acionamento termelétrico, incluindo de usinas a óleo diesel e combustível.

No fim de dezembro, a Petrobras reajustou em 15 por cento o preço do óleo combustível produzido em suas refinarias e comercializado no mercado brasileiro.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Déficit da indústria chega a R$105 bi e bate recorde

A balança comercial brasileira de produtos industrializados teve, no ano passado, o maior rombo da história. O déficit dos manufaturados atingiu US$ 105,015 bilhões, resultado de exportações de US$ 93,090 bilhões e importações de US$ 198,105 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 2012, o déficit de manufaturados foi de US$ 94,162 bilhões.
O déficit do grupo dos produtos industrializados começou a ser registrado em 2007 e aumenta a cada ano desde 2010. O rombo da indústria mostra que nem mesmo a desvalorização do real em relação ao dólar no ano passado - mais de 15% - e o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) foram suficientes para ajudar na competitividade da produção brasileira.
"Há um consenso de perda da competitividade da indústria brasileira. São problemas em grande medida provenientes dos custos adicionais de logística e falta de inovação", diz Ricardo Markwald, diretor-geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). As transações da indústria também perderam espaço por causa dos poucos acordos comerciais firmados pelo governo brasileiro, afirma Markwald. "Os acordos assinados pelo Brasil são com países pequenos, como Palestina, Israel e Egito. Outros países foram mais ativos nessa assinatura de acordos e têm benefícios tarifários em diversos mercados."
Como reflexo do momento ruim da indústria, os produtos manufaturados perderam representação na pauta de exportação do Brasil. A participação desse grupo de produtos cai desde 2005. Em 2008, ano anterior à crise global, representavam 46,8% do total exportado pelo Brasil para o resto do mundo, mas em 2013 responderam por 38,4% das vendas totais. "A presença dos produtos manufaturados na pauta de exportação do Brasil é muito baixa para um país que tem um parque industrial como o nosso", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).