sexta-feira, 20 de maio de 2022

Ibovespa fecha em alta de 1,39%, na frente dos índices americanos; Dólar volta a cair


Queda dos juros na China impulsiona preço das commodities e exportadoras puxam performance do índice


O Ibovespa fechou em alta de 1,39% nesta sexta-feira (20), aos 108.487 pontos. O principal índice da bolsa brasileira, com isso, conseguiu fechar a semana no verde, avançando 1,45% – ao contrário das bolsas americanas, que encerraram a sétima semana consecutiva em baixa, algo não visto desde a crise de 2008.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o S&P 500 fecharam próximos da estabilidade, subindo, respectivamente, 0,03% e 0,01%. A Nasdaq, por sua vez, caiu 0,30%, aos 11.354 pontos. Por lá, investidores continuam a monitorar a questão da inflação, da alta do juros e do possível baixo crescimento econômico no ano.

No Brasil, quem puxou a alta do índice foram as exportadores de commodities. Essas companhias foram impulsionados pela notícia de que a China reduziu os juros de empréstimos de longo prazo para estimular a sua economia – a notícia animou as Bolsas na Ásia, na Europa e também chegou a animar Wall Street durante parte do dia. Contudo, os índices americanos apagaram suas altas.

Com o preço do minério de ferro avançando mais de 3% na Bolsa chinesa de Dalian, os papéis de mineradoras e siderúrgicas foram destaques entre as altas por peso do Ibovespa. As ações ordinárias da Vale (VALE3) avançaram 1,77%, as da CSN (CSNA3), 4,97%, e as preferenciais da Gerdau (GGBR4), 3,41%.

Na ponta oposta, as ações da Méliuz (CASH3) foram as principais quedas percentuais, caindo 5,34%. Petz (PETZ3) e Light (LIGT3) vêm na sequência, com menos 5,17% e 2,38%.

No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a cair, fechando em queda de 0,87%, a R$ 4,873 na compra e a R$ 4,874 na venda. A moeda brasileira se valorizou frente à americana mesmo com o DXY avançando 0,33%.

Os juros futuros no aftermarket recuam, por volta das 17h30: DIF23, -0,01 pp, a 13,28%; DIF25, -0,12 pp, a 12,12 %; DIF27, -0,11 pp, a 11,87%; e DIF29, -0,08 pp, a 11,95%.

Fonte: www.infomoney.com.br

sábado, 18 de julho de 2015

Dólar fecha em alta com incertezas políticas e vai a R$ 3,19

O dólar fechou em alta frente ao real nesta sexta-feira (17), rondando o patamar de R$ 3,20, refletindo o quadro político conturbado no Brasil após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar seu rompimento político com o governo Dilma Rousseff.

A moeda norte-americana terminou a sessão vendida a R$ 3,1939, em alta de 1,13%, após atingir R$ 3,2040 na máxima da sessão. Veja cotação
Na semana, a divisa acumulou valorização de 1,03%.
"Essas questões no Congresso podem prejudicar a aprovação de mais medidas fiscais e assustam investidores", disse à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.
A alta do dólar nesta sexta era corroborada também pelo avanço dos preços ao consumidor dos EUA em junho, pelo quinto mês consecutivo, destacou a agência Reuters. Os dados reforçaram expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, está na trajetória de elevar os juros neste ano, o que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados por aqui.
No cenário econômico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que aatidade econômica brasileira ficou praticamente estagnada em maio na comparação com o mês anterior, em resultado abaixo do esperado.
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Com isso, repôs ao todo o equivalente a US$ 3,630 bilhões, ou cerca de 34% do lote de agosto, que corresponde a US$ 10,675 bilhões.

domingo, 26 de abril de 2015

PepsiCo lançará Pepsi Diet sem aspartame nos EUA

A PepsiCo disse que substituirá sua atual Diet Pepsi nos Estados Unidos por refrigerante sem aspartame, um adoçante artificial que tem ficado sob escrutínio de consumidores atentos à saúde.
A Diet Pepsi, a Diet Pepsi sem cafeína e a Diet Pepsi de cereja, adoçados com uma mistura de sucralose e acesulfame de potássio, começarão a substituir os refrigerantes em agosto, disse a companhia nesta sexta-feira.
As vendas norte-americanas de refrigerantes têm caído por aproximadamente uma década, com consumidores saindo dos refrigerantes dietéticos devido a preocupações sobre os efeitos dos adoçantes artificiais na saúde, especialmente aspartame.
"Os consumidores de refrigerantes dietéticos nos EUA nos disseram que queriam Diet Pepsi sem aspartame e estamos entregando", disse Seth Kaufman, vice-presidente sênior da Pepsi, em comunicado.
As vendas do negócio de bebidas da PepsiCo tem sido afetadas pelo declínio de longo prazo das vendas de refrigerantes nos Estados Unidos.
O aspartame, que é cerca de 200 vezes mais doce que açúcar, é amplamente usado para adoçar refrigerantes. Também é utilizado pela rival Coca-Cola em seus refrigerantes como Coca Diet, Coca Zero e Schweppes Diet Lemonade.
As vendas de Coca Diet em volume caíram 6% no primeiro trimestre.
A PepsiCo teve queda de 3,2% em receitas líquidas no primeiro trimestre, para US$ 12,22 bilhões, informou na quinta-feira.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Petrobras obtém crédito de R$ 9,5 bilhões no mercado interno para cobrir demanda de recursos em 2015

A Petrobras fechou acordos com a Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil e Standard Chartered que complementam necessidades de recursos da empresa, garantindo à petroleira a cobertura de suas necessidades de financiamentos para 2015, segundo fato relevante divulgado pela estatal nesta sexta-feira.
Entre financiamento e limites de crédito pré-aprovado, o somatório das operações chega a 9,5 bilhões de reais, trazendo alívio para a estatal em momento em que enfrenta limites para fazer captações no mercado de dívida, por conta da crise decorrente do escândalo de corrupção.
Além daquele montante, a Petrobras anunciou ainda negócio envolvendo plataformas, no valor de 3 bilhões de dólares.
"Essas operações, somadas a outras já executadas neste ano, atendem às necessidades de financiamento da companhia para 2015", disse a petroleira.
Com o Banco do Brasil, a companhia aprovou um financiamento no valor de 4,5 bilhões de reais, na modalidade de nota de crédito à exportação, por meio da subsidiária BR Distribuidora, pelo prazo de seis anos.
Com a Caixa, a petroleira anunciou aprovação de acordo para um limite de financiamento pré-aprovado ("standby") no valor de 2 bilhões de reais e prazo de até cinco anos.
Aprovou ainda limite de financiamento pré-aprovado com o Bradesco, no valor de 3 bilhões de reais e prazo de até cinco anos.
Já com o banco Standard Chartered, a Petrobras aprovou um acordo de cooperação para uma operação de venda com arrendamento e opção de re-compra de plataformas de produção, no valor de até 3 bilhões de dólares e prazo de dez anos.
A Petrobras disse ainda que continuará avaliando oportunidades de financiamento visando antecipar parte das necessidades de 2016.
Neste mês, a empresa informou que assinou com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB) contrato de financiamento de 3,5 bilhões de dólares.
Anteriormente, o Conselho de Administração da Petrobras havia autorizado a companhia a captar até 19,1 bilhões de dólares líquidos em recursos ao longo de 2015.
Adicionalmente, a petroleira reiterou que anunciou em março a aprovação de um robusto plano de desinvestimento de 13,7 bilhões de dólares para o biênio 2015 e 2016, visando à redução da alavancagem, preservação do caixa e concentração nos investimentos prioritários.
"Dentre os ativos de Exploração & Produção do plano de desinvestimento não estão incluídos ativos em produção no Pré-Sal", frisou a petroleira em seu comunicado.
Envolvida nas investigações da operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção que envolveu a petroleira, empreiteiras, políticos e partidos, a estatal passa por dificuldades para obter financiamentos com condições interessantes.
Isso porque a auditora PricewaterhouseCoopers negou-se a assinar o seu balanço do terceiro trimestre, que foi publicado não auditado, sem que perdas com a corrupção fossem lançadas no documento.
A Petrobras informou no início da semana que seu Conselho de Administração vai se reunir no dia 22 de abril para apreciar as demonstrações contábeis auditadas do terceiro trimestre e do ano de 2014, e que espera divulgá-las após a decisão do Conselho.

sábado, 4 de outubro de 2014

Importação de petróleo e derivados pelo Brasil dispara em setembro


As importações de petróleo, gás e derivados pelo Brasil em setembro cresceram, pela média diária, quase 50% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 3,935 bilhões de dólares, informou a Secretaria de Comércio Exterior.
As compras de petróleo no exterior somaram 1,967 bilhão de dólares, mais que o dobro do verificado no mesmo o período do ano passado. As importações de derivados atingiram um montante semelhante.
"No grupo dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento dos preços e das quantidades embarcadas de petróleo, gás natural e óleos combustíveis", disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil em nota.
As importações de petróleo e derivados têm impacto importante nas contas da Petrobras, cuja divisão de Abastecimento registra seguidos prejuízos trimestrais pela política do governo, o sócio majoritário da empresa, de não repassar a volatilidade dos preços internacionais para os combustíveis vendidos no Brasil.
Assim, a estatal tem vendido nos últimos tempos gasolina e diesel com a valores menores no país do que os de compra no mercado externo.
No ano até setembro, as importações de petróleo e derivados do Brasil já somam 30,51 bilhões de dólares, praticamente estável na comparação com o mesmo período do ano passado as compras de petróleo atingiram 12,08 bilhões, enquanto as de derivados e outros produtos, 18,43 bilhões de dólares.
Já as exportações de petróleo e óleos combustíveis do Brasil somaram 1,682 bilhão de dólares em setembro, com o petróleo respondendo por 1,32 bilhão de dólares, queda de 18,5% pela média diária ante o mesmo mês de 2013.
De janeiro a setembro, as exportações desses dois produtos acumulam 15,27 bilhões de dólares, contra 11,5 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado, o que indica um déficit da balança do setor considerando importações de mais de 30 bilhões de dólares no período, que também tem impacto nas contas totais do país.

sábado, 12 de abril de 2014

Gás natural se consolida como pilar estratégico da economia de países da América do Sul

Bolívia exportou cerca de 31,15 milhões de metros cúbicos (MMmcd) de gás natural para o Brasil. No Peru, insumo ganha lugar na matriz energética. O setor de hidrocarbonetos da Bolívia, além de ser um dos mais dinâmicos da América Latina, tanto por sua contribuição para o PIB, quanto para o volume de exportações, também representa um recurso natural de gestão estratégica para o país. E não é somente na Bolívia que a utilização do gás natural no setor energético tem atraído investimentos e olhares de governos e da indústria. No Peru, por exemplo, a demanda pelo insumo quintuplicou em dez anos.

 A Bolívia faturou US$ 6,059 bilhões pela venda de gás natural em 2013 para a Argentina e o Brasil, seus dois principais mercados, segundo dados da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). O resultado superou em 11,9% o de 2012, e mostra porque a renda proveniente da exportação do gás natural é o pilar da economia boliviana.

 Enquanto o óleo produzido na Bolívia é destinado ao consumo do mercado interno, o Gasoduto Bolívia Brasil, em operação desde 1999, viabiliza a exportação de volumes significativos de gás através do Contrato de Compra e Venda de Gás Natural (GSA, na sigla em inglês). "Este gasoduto representa o elo de integração econômica mais importante para os dois países e constitui um fator de complemento energético, representando mais de 50% do volume produzido pela Bolívia e cerca de 65% do gás natural importado pelo Brasil", explica o diretor de Regulação Econômica da Agência Nacional de Hidrocarburos da Bolívia, Edwin Merida Calvimontes.

 O Peru também tem se destacado no setor energético. Combustíveis mais caros e mais poluidores como a gasolina e o diesel têm sido substituídos pelo gás natural, que ganha cada vez mais espaço na matriz energética do país. Desde o início do projeto Camisea, em 2003, cujo objetivo é extrair gás natural de diversas fontes da zona central do país, a participação do insumo na demanda de hidrocarbonetos passou de 7% para 35%, em 2013.

 Para o diretor geral de Hidrocarbonetos do Ministério de Minas e Energia do Peru, Juan Israel Ortiz Guevara, Brasil e Peru poderiam contrastar suas experiências e unir esforços em questões pertinentes como a regulação tarifária, gestão do setor de gás natural, tecnologia de GNL (gás natural liquefeito) e programas de massificação do uso do insumo. "A indústria brasileira de gás natural tem conseguido avançar bastante, tanto no sentido de aumentar suas reservas, como em sua produção, considerando o abastecimento por fontes internas e externas", afirma.

 Visões políticas, econômicas e relativas ao desenvolvimento do setor gás natural na Bolívia, no Peru e na América Latina integram a pauta de discussões da 11ª edição do Gas Summit Latin America, que acontece entre os dias 13 e 15 de maio, no Hotel Windsor, no Rio de Janeiro.  Guevara e Calvimontes concordam que o evento permite o compartilhamento de experiências de diferentes políticas energéticas adotadas nos países da América Latina. "Com base nas conclusões do evento, poderemos avaliar nossas políticas atuais e identificar estratégias para nos ajudar a gerir o mercado atual, além de prever suas consequências futuras", finaliza Calvimontes.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Termelétricas a óleo diesel e combustível assinaram aditivo de contrato com a Petrobras Distribuidora que garante o abastecimento por 12 meses, num sinal de que essas usinas mais caras poderão ficar acionadas ao longo de todo o ano.
O aditivo foi assinado na semana passada, segundo o presidente da Associação Brasileira de Geração Flexível (Abragef), Marco Antonio Veloso, que acrescentou que esses aditivos costumavam ser fechados com prazos menores no passado.
"Os aditivos eram fechados com um prazo de até três meses. Mas agora o aditivo celebrado na semana passada tem validade de 12 meses. Isso aí é um indicativo de geração de energia por essas termelétricas nos próximos 12 meses", disse Veloso à Reuters.
A Petrobras Distribuidora confirmou, por meio da assessoria de imprensa, a renovação dos contratos de fornecimento às térmicas a óleo diesel e combustível até 31 de janeiro de 2015. Porém, segundo a empresa, o aumento do prazo visa apenas dar uma garantia mais tranquila de suprimento às usinas.
Segundo o presidente da Abragef, a garantia de fornecimento por um prazo maior era uma solicitação dos geradores térmicos flexíveis, como forma de, por exemplo, dar garantias para conseguir fechar financiamentos de longo prazo.
As termelétricas têm gerado energia fortemente na base do sistema elétrico brasileiro desde outubro de 2012, diante do nível baixo dos reservatórios das hidrelétricas.
As térmicas a gás natural praticamente não pararam de gerar energia desde 2012, enquanto que as mais caras --a óleo diesel e combustível-- tiveram alguma redução de despacho em alguns momentos.
A geração a óleo diesel e combustível representa cerca de 2.500 MW médios do total de 15 mil MW médios de térmicas atualmente indicados para o despacho, de acordo com o presidente da Abragef.
A assinatura dos contratos para suprimento de combustível ocorreu na mesma semana em que foi anunciado que o preço de energia de curto prazo bateu recorde, a 822,83 reais por megawatt-hora (MWh), e quando aumentaram as preocupações em relação à situação dos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste.
Os reservatórios do Sudeste, principal região para abastecimento do país, estão em um dos piores níveis para a década após a falta de chuvas em janeiro, mês tradicionalmente úmido em que as reservas de água deveriam aumentar.
Na sexta-feira passada, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou que as perspectivas de chuva continuam escassas para o Sudeste e o sistema indicou maior acionamento termelétrico, incluindo de usinas a óleo diesel e combustível.

No fim de dezembro, a Petrobras reajustou em 15 por cento o preço do óleo combustível produzido em suas refinarias e comercializado no mercado brasileiro.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Déficit da indústria chega a R$105 bi e bate recorde

A balança comercial brasileira de produtos industrializados teve, no ano passado, o maior rombo da história. O déficit dos manufaturados atingiu US$ 105,015 bilhões, resultado de exportações de US$ 93,090 bilhões e importações de US$ 198,105 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 2012, o déficit de manufaturados foi de US$ 94,162 bilhões.
O déficit do grupo dos produtos industrializados começou a ser registrado em 2007 e aumenta a cada ano desde 2010. O rombo da indústria mostra que nem mesmo a desvalorização do real em relação ao dólar no ano passado - mais de 15% - e o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) foram suficientes para ajudar na competitividade da produção brasileira.
"Há um consenso de perda da competitividade da indústria brasileira. São problemas em grande medida provenientes dos custos adicionais de logística e falta de inovação", diz Ricardo Markwald, diretor-geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). As transações da indústria também perderam espaço por causa dos poucos acordos comerciais firmados pelo governo brasileiro, afirma Markwald. "Os acordos assinados pelo Brasil são com países pequenos, como Palestina, Israel e Egito. Outros países foram mais ativos nessa assinatura de acordos e têm benefícios tarifários em diversos mercados."
Como reflexo do momento ruim da indústria, os produtos manufaturados perderam representação na pauta de exportação do Brasil. A participação desse grupo de produtos cai desde 2005. Em 2008, ano anterior à crise global, representavam 46,8% do total exportado pelo Brasil para o resto do mundo, mas em 2013 responderam por 38,4% das vendas totais. "A presença dos produtos manufaturados na pauta de exportação do Brasil é muito baixa para um país que tem um parque industrial como o nosso", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Petrobras cancela processo de afretamento de sondas com Ocean Rig

A Petrobras cancelou o processo de contratação para o afretamento de cinco sondas de perfuração para 3 mil metros de lânima d'água com o grupo Ocean Rig, informou a estatal nesta quinta-feira.
Segundo a petrolífera, a decisão baseia-se na redução de necessidade futura de sondas. Há uma previsão de número menor de poços a serem perfurados no Pré-sal da Bacia de Santos, "em virtude da maior produtividade que vem sendo obtida pelos poços nos projetos de desenvolvimento da produção naquela área", explicou a empresa.

Em fevereiro deste ano, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a contratação de 26 sondas para perfuração em águas profundas, com prioridade para a região do pré-sal. Do total, 21 sondas serão encomendadas à Sete Brasil e 5 à Ocean Rig.

A estatal havia aberto a licitação das 21 sondas em junho do ano passado, e apenas a Sete Brasil e a Ocean Rig, do empresário German Efromovich, foram qualificadas. Na reunião do conselho desta quinta-feira, decidiu aumentar a encomenda.

A Sete Brasil é uma empresa formada pelos fundos de pensão Petros, Previ, Funcef e Valia, além dos bancos Santander, Bradesco e Caixa Econômica Federal.A Petrobras tem 10% do capital.

Confiante na vitória, a empresa já havia firmado a construção de uma unidade no estaleiro Jurong Aracruz que está sendo construído no Espírito Santo.

Em dezembro a Petrobras havia cancelado a licitação, alegando insatisfação com os preços apresentados, e iniciou negociação bilateral com as empresas.

A primeira licitação, para um lote de sete sondas, foi vencida pela Sete Brasil, que está construindo as sondas no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco. O valor de cada unidade atingiu US$ 662,4 milhões - a previsão é de que entrem em operação em 2015. O arrendamento terá custo de cerca de US$ 475 mil para a Petrobras por dia. As sondas terão que ser construídas no Brasil e terão capacidade para perfuração a 3.000 metros de profundidade.

Por: Redação com Agências de Notícia releases@guiaoffshore.com.br

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dilma quer atrair espanhóis para concessões de ferrovias e rodovias

A presidente Dilma Rousseff procurará hoje, em Madri, atrair investidores espanhóis para as concessões bilionárias de rodovias, ferrovias e construção do trem-bala. Dilma levou para sua visita hoje na capital espanhola o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Ele detalhará o potencial das concessões de R$ 91 bilhões para ferrovias e de R$ 42 bilhões para a modernização de rodovias no seminário promovido pelo Valor e pelo “El País”, que será aberto pela própria presidente.


No sábado, na Cúpula Ibero-americano, em Cádiz, a presidente reiterou que o Brasil está realizando grandes obras em logística e transportes, na produção e distribuição de energia, na exploração de petróleo e gás, na rede de comunicações, e que para isso conta com a participação externa.

Ela prometeu um “ambiente econômico favorável às empresas parceiras de todos os pontos do mundo”, referindo-se “em especial à Espanha, a Portugal e, sobretudo, aos países latino-americanos, nesses investimentos”.

Segundo Figueiredo, o Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dará financiamento “adequado” aos investidores, incluindo juro baixo, de 1,5% a 2% em termos reais, carência de cinco anos e 25 anos para pagar, no caso das ferrovias, e três anos de carência com 20 anos para pagamento nos projetos de rodovias. Também existirão outros instrumentos para captação.

A expectativa é de que os espanhóis não apenas estarão interessados em participar, como contam com boas chances de entrar nas concessões. Isso porque o modelo de modelo de ferrovia que o Brasil está adotando, separando prestação de serviços e infraestrutura, é idêntico ao espanhol.

O plano do governo é divulgar no dia 26 o edital da primeira fase do trem-bala. Também será publicado neste mês o edital do bilionário programa de concessão dos portos. Em seguida virão as concessões de R$ 91 bilhões para ferrovias e de R$ 42 bilhões para a modernização de rodovias.

Assim, em dezembro será lançado o edital do primeiro lote das rodovias, ligando Brasília- Juiz de Fora e divisa de Bahia/Minas com divisa do Rio de Janeiro. Em março de 2013 será vez do segundo lote de concessões de rodovias e do primeiro lote de ferrovias. Em maio, virá o segundo lote das ferrovias. Em julho, será feito novo leilão para a primeira fase do trem-bala – depois que o primeiro modelo de concessão foi rejeitado pelo mercado, o governo agora separa os contratos dos responsáveis pela construção e pela exploração do serviço. Na primeira etapa, o investimento é estimado em R$ 8 bilhões, abarcando trens, parte de sinalização e sistemas operacionais. O presidente da EPL explicou que será obrigatória a transferência de toda a tecnologia do trem para poder fabricar componentes no Brasil.

O percentual de exigência de conteúdo local vai variar. Todos os grupos que produzem trem-bala – da França, Espanha, Alemanha, Japão e Coreia do Sul – estão interessados no projeto. Dilma já viajou em todos eles.

O evento em Madri terá a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Da parte espanhola, participarão José Ignacio Wert, ministro de Educação, Cultura e Esportes, e o presidente da Telefónica, Santiago Fernández Valbuena. Os debates terão como temas educação e infraestrutura e energia.


Fonte: Valor







sexta-feira, 9 de novembro de 2012

QGEP tem lucro de R$ 61,9 milhões no 3T12

A QGEP Participações S.A. divulgou na quarta-feira (7) que teve lucro líquido consolidado de R$ 61,9 milhões no terceiro trimestre de 2012, representando um aumento de R$ 65,4 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

O fluxo de caixa de atividades operacionais atingiu R$ 64,5 milhões, similar aos R$ 64,9 milhões do 2T12. Já a receita líquida totalizou R$ 127,2 milhões, um crescimento 71,8% em relação ao 3T11 e 3,3% em relação ao 2T12. No 9M12, a receita líquida atingiu R$ 346,3 milhões, 68,2% acima do resultado do 9M11. O EBITDAX no 3T12 foi de R$ 87,1 milhões, um acréscimo de 85,3% em comparação ao 3T11, com margem EBITDAX de 6%.

“Neste trimestre, tivemos um excelente desempenho financeiro e operacional. Registramos aumento significativo nas linhas de receita, EBITDA e lucro líquido, tanto na comparação anual como na trimestral, principalmente em função dos altos níveis de produção no Campo de Manati. Além disso, nossa geração de caixa das atividades operacionais foi substancial e alcançamos importante progresso nos nossos projetos exploratórios durante os primeiros nove meses deste ano”, Lincoln Guardado, presidente da QGEP.

A forte demanda por gás natural gerou resultados bastante positivos no Campo de Manati, onde a produção média diária atingiu 6,7 MMm³ de gás natural no terceiro trimestre e de 6,1 MMm³ nos primeiros nove meses de 2012.

A QGEP anunciou ainda que Sérgio Michelucci será o novo diretor de Exploração a partir de 1º de dezembro de 2012. Michelucci é geólogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem especialização em geofísica pela Universidade do Texas em Austin e possui mais de 37 anos de experiência na atividade de Exploração de Produção de Petróleo, dos quais 35 anos foram como funcionário da Petrobras. Em janeiro de 2012, Michelucci se juntou à QGEP onde ocupou a posição de gerente de Projetos Exploratórios.
 
Informações retiradas do site: http://www.portalnaval.com.br/

sábado, 20 de outubro de 2012

REAJUSTE DE TARIFAS AEROPORTUÁRIAS

Informação obtida junto a TAKELOG (Comissária de Despachos)

“Conforme decisão 67, de 10/07/12, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), serão reajustadas as tarifas aeroportuárias de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia, previstas no Anexo 4 do Contrato de Concessão de Aeroportos – CCA nº 003/ANAC/2012 – SBKP.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Petrobras encontra novo reservatório gigante no pré-sal de Santos

O prospecto de Carcará, descoberto pela Petrobras em parceria com a Galp, Queiroz Galvão e Barra Energia, é uma das mais signicativas descobertas já realizadas no Brasil, afirmou o presidente da Barra Energia, João Carlos de Luca.

No início da noite, a Petrobras divulgou nota informando os novos dados obtidos com a continuação da perfuração do poço 4-SPS-86B (4-BRSA-971-SPS), que testa o prospecto de Carcará, no bloco BM-S-8 em águas ultraprofundas, no pré-sal da Bacia de Santos. Essa descoberta já havia sido anunciada preliminarmente no dia 20 de março de 2012.

Localizado a 232 km do litoral do Estado de São Paulo, em lâmina dágua de 2027 metros, o poço ainda está sendo perfurado dentro da zona de óleo, a 6.213m de profundidade, e tem o objetivo de determinar a espessura total dos reservatórios portadores de petróleo bem como a presença de zonas de interesse mais profundas.

Foram coletadas novas amostras de óleo até a profundidade de 6.131m, que comprovaram a boa qualidade do petróleo de cerca de 31º API. O poço comprovou, também, que os reservatórios carbonáticos têm excelentes características de porosidade e permeabilidade.

O poço, ainda em perfuração, já confirmou uma coluna maior que 400 metros de petróleo, caracterizada principalmente por reservatórios contínuos e conectados.

A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).

sábado, 2 de junho de 2012

OGX vai produzir diariamente 50 mil barris no segundo trimestre de 2013

A produção de petróleo da OGX, empresa do empresário Eike Batista, deverá atingir entre 40 mil e 50 mil barris diários no segundo trimestre de 2013, disse o presidente da companhia, Paulo Mendonça.
A empresa esperava chegar a esse patamar ainda em 2012, com quatro poços em fase de extração no complexo de Waimea, na bacia de Campos. Mas a OGX optou por reduzir o volume na fase de Teste de Longa Duração (TLD), como é chamado o início da produção de um poço.
"Estamos produzindo com a injeção de água e precisamos equilibrar isso. Se injetarmos água demais, vamos entregar o reservatório depletado. Estamos testando, mas com a produção atual, de 8,5 mil barris em cada poço, estabilizou", disse o presidente da OGX em entrevista à Reuters.
A OGX deu início à produção do seu primeiro óleo, em Waimea, no dia 31 de janeiro deste ano. Nos testes, a produção teve diferentes níveis de vazão, entre 10 mil e 18 mil barris por dia, para o avaliar o comportamento do reservatório.
Atualmente existem dois poços abertos, e a produção média está em 17 mil barris/dia. Com o início da extração no segundo poço, no início do mês, a produção chegou a subir de 11,5 mil barris de petróleo para 23 mil barris/dia (ao todo), disse ele.
Mendoça informou ainda que um terceiro poço em Waimea começará a produzir no segundo semestre de 2012. Isso fará com que a produção atinja entre 30 mil e 40 mil barris/dia até o final do ano.
Um quarto poço virá somente em 2013, e aí a produção pode variar entre 40 mil e 50 mil barris/dia.
Parte do complexo de Waimea tem volume recuperável de 110 milhões de barris segundo o Plano de Desenvolvimento apresentado à Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas pode chegar a 150 milhões, segundo Mendonça.
A estimativa para todo o complexo de Waimea (que envolve outros campos) permanece entre 500 e 900 milhões de barris. A declaração de 110 milhões de barris abrange apenas uma parte do campo, Waimea Pequena, batizada de Tubarão Azul, onde opera a plataforma FPSO OSX-1.
Acreditava-se inicialmente que Waimea era um único campo, mas recentemente a OGX dividiu o complexo em vários reservatórios.
Segundo o presidente da companhia, essa divisão foi necessária porque descobriu-se que existem vários tipos de óleo, com diferentes graus API (22 e 24 graus) e que funcionam com diferentes pressões.
INVESTIMENTO
O executivo disse que a companhia será capaz de manter seu agressivo plano de produção de petróleo mesmo se crise grega do euro e uma desaceleração chinesa chegarem a forçar os preços do petróleo para patamares baixos.
A empresa pretende iniciar a produção em Waikiki, batizado de Tubarão Martelo, em 2013.
"Mesmo se o petróleo chegar em 70 dólares ou 80 dólares o barril, podemos ganhar dinheiro, continuar os nossos programas", afirmou.
"Se cair ainda mais para 60 dólares ou 70 dólares por barril, um monte de empresas vai estar em apuros. Mas se chegar a 60 dólares o barril será temporário", acrescentou Mendonça.
O petróleo Brent já caiu cerca de 15 por cento desde o pico do ano de pouco mais de 128 dólares o barril no início de março, e agora está próximo ao valor do início do ano, em torno de 106 dólares o barril.
Uma patamar "bom" para a empresa seria acima do valor do Brent atual.
"Eu acho que entre 120 e 125 dólares por barril é um preço bom, mas o que realmente me assusta é se o petróleo vai a 150 dólares o barril, o que poderia realmente ferir a economia mundial."

Por Leila Coimbra e Jeb Blount

sábado, 24 de dezembro de 2011

Etanol brasileiro vai ter livre acesso aos EUA em 2012, diz Unica

Lei dos EUA, que inclui subsídios e tarifa para importado, expira no dia 31.

Entidade diz que não haverá 'qualquer medida que impeça a abertura'.

O mercado dos Estados Unidos vai se abrir para o etanol brasileiro de cana-de-açúcar em 2012, depois de mais de 30 anos de protecionismo, informou nesta sexta-feira (23) a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).


A legislação americana vigente, que inclui subsídio de US$ 0,45 por galão de etanol produzido nos Estados Unidos, assim como a tarifa alfandegária de US$ 0,54 cobrada pelo galão de etanol importado, expira no dia 31 de dezembro. A avaliação da Unica, é que os subsídios não serão prorrogados.

"Com o fim das atividades no Congresso americano para 2011 nesta sexta-feira, não haverá mais oportunidade para qualquer medida que impeça a abertura para o etanol brasileiro, a partir do primeiro dia de 2012, do maior mercado consumidor de combustíveis do mundo", destacou, em comunicado, a entidade, representativa dos principais produtores da região Centro-Sul.

O Brasil, que é o segundo produtor mundial de etanol, depois dos Estados Unidos, reivindica há anos o fim das barreiras ao produto brasileiro.
Desde 2007, a Unica tinha um escritório em Washington para trabalhar pela eliminação das barreiras ao etanol brasileiro. Segundo a entidade, a tarifa impede que o etanol brasileiro chegasse ao mercado americano com preços competitivos.

“Este é o momento em que Brasil e Estados Unidos, que juntos respondem por mais de 80% do etanol produzido no mundo, devem mostrar liderança e trabalhar juntos para criar um verdadeiro mercado global para o etanol, livre de barreiras tarifárias, a exemplo do que já acontece com o petróleo. Os dois países devem dar o exemplo e incentivar o resto do mundo para que produza e utilize mais etanol,” afirmou o presidente da Unica, Marcos Jank.

A entidade vê no fim de barreiras tarifárias nos EUA o caminho aberto para que as diferentes matérias primas utilizadas para produzir etanol, como o milho, a beterraba e a cana, sejam avaliadas exclusivamente com base em suas características para produzir biocombustíveis eficientemente. "O que não pode prevalecer é a proteção política à matéria prima deste ou daquele país,” afirma Jank.

Ele destacou que o setor sucroenergético brasileiro vive um momento de transição, se esforçando para voltar a crescer e atender à demanda por seus produtos, que aumenta fortemente dentro e fora do Brasil. “Hoje a prioridade é atender o mercado doméstico, mas com o fim da tarifa americana, é possível visualizar a consolidação do etanol como commodity internacional, como já acontece com o açúcar" afirmou.







quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Repsol YPF realiza maior descoberta de petróleo de sua história no Sul da Argentina

A Repsol YPF confirmou ter feito a maior descoberta de petróleo da sua história, com os primeiros resultados exploratórios da sua participação em um dos maiores reservatórios de hidrocarbonetos não-convencionais do mundo, denominado Vaca Muerta, na província argentina de Neuquén.


A companhia confirmou um volume de recursos recuperáveis de 927 milhões de barris equivalentes de petróleo de hidrocarbonetos não-convencionais, dos quais 741 milhões de barris correspondem a petróleo bruto de alta qualidade (40-45º API) e o resto a gás, em uma superfície de 428 km² na área Loma La Lata Norte, na província de Neuquén. Foram perfurados e colocados em produção 15 poços verticais com um volume total de produção de cerca de 5.000 barris de petróleo equivalente diários.

Também foram iniciados trabalhos exploratórios em outra área produtiva de 502 km² da mesma formação Vaca Muerta. Os poços perfurados nesta região alcançam volumes de produção similares aos da região previamente mencionada, com elevada qualidade (35º API). A nova área abre uma expectativa de grandes volumes para desenvolver no futuro, quando forem realizados os estudos correspondentes e finalizados os trabalhos preliminares necessários para quantificar os recursos.
Até agora, a companhia concentrou seus esforços exploratórios de recursos não-convencionais em uma área de Loma La Lata Norte. Essa região, de 428 km², faz parte dos 12.000 km² cuja concessão pertence à YPF, na formação Vaca Muerta, um dos maiores reservatórios de hidrocarbonetos não-convencionais (30.000 km²) e com a maior qualidade do mundo.

A consultora internacional Wood Mackenzie identificou a formação de Vaca Muerta como uma das melhores do mundo dentro do "Unconventional Gas Service" e avaliou como "excelente" depois de analisar outras regiões exploratórias nos Estados Unidos, Austrália, China e diferentes países europeus. A medição incluiu, entre outros parâmetros, o desenvolvimento do mercado de hidrocarbonetos, infraestrutura, regulação, disponibilidade de água, termos fiscais, qualidade, volume comparativo, capacidade de melhora da recuperação com a tecnologia e organização da cadeia de abastecimento.

Adicionalmente aos 428 km² informados, estão sendo realizadas perfurações e estudos para quantificar os recursos adicionais na nova extensão delimitada em 502 km², cujos resultados até a data permitem adiantar dados similares àqueles já colocados de manifesto na área anteriormente mencionada.

domingo, 9 de outubro de 2011

Exportações brasileiras atingem marca de US$ 1 bilhão por dia

Nos últimos dez anos, média diária de exportações cresceu 330%

As exportações brasileiras atingiram, em setembro, a marca de US$ 1 bilhão por dia útil na parcial do ano, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
As vendas externas brasileiras somaram US$ 190 bilhões em 189 dias úteis - nos nove primeiros meses deste ano. Na parcial deste ano, até o fim de agosto, o valor ainda não havia sido atingido, uma vez que as exportações haviam somado US$ 166,7 bilhões em 168 dias úteis, uma média diária de US$ 992 milhões por dia, segundo números do governo.
Histórico e comparação internacional

A série histórica da balança comercial, disponibilizada pelo Ministério do Desenvolvimento, revela que o crescimento das exportações, pela média diária (critério considerado mais adequado por especialistas), foi de 330% nos últimos dez anos. Em 2001, a média diária de vendas externas brasileiras somava US$ 233 milhões.

O patamar de US$ 500 milhões só foi atingido em 2006 (US$ 553 milhões por dia útil). Em 2009, com a primeira etapa da crise financeira internacional, as exportações caíram 21,7%, para US$ 612 milhões por dia útil, contra US$ 782 milhões em 2008. No ano passado, as exportações voltaram a subir, totalizando US$ 804 milhões de média diária.

Apesar do crescimento registrado nos últimos anos, os números mostram que o Brasil ainda está distante dos países que mais transacionam no mercado externo. A China, por exemplo, que concentra cerca de 10% do comércio mundial, exportou US$ 1,57 trilhão em 2010 - o que daria uma média diária, pelo calendário brasileiro, de US$ 6,5 bilhões em vendas externas.

Os Estados Unidos, por sua vez, cuja participação no comércio mundial somou 8,3% no ano passado, exportou US$ 1,28 trilhão em 2010 - o que daria uma média por dia útil, pelo calendário brasileiro, de US$ 5,3 bilhões no último ano.

Alta dos preços de commodities impulsiona valor das vendas externas

Bons números mascaram problemas


Segundo especialistas, o crescimento das vendas externas neste ano, porém, mascara problemas. Isso porque o resultado de 2011 está inflado pelo aumento dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, alimentos e petróleo, entre outros).

Com a alta destes preços no fim do ano passado e começo deste ano, que também acabou por impulsionar a inflação no Brasil, os exportadores de produtos básicos ganharam mais por suas vendas sem necessariamente elevar o volume exportado.

Um bom exemplo é o petróleo, cujo volume exportado caiu 1% até setembro, mas, amparadas por um aumento de 40% no preço, as exportações subiram 39% neste ano. No caso do minério de ferro, as vendas externas subiram 60% neste ano por conta do aumento de 51% no preço do produto e de 6% na quantidade exportada. O mesmo ocorre com a soja, o café, o milho, que têm suas exportações sustentadas principalmente pelos preços altos em 2011.

"O preço das 'commodities' foi o principal fator que ajudou a atingir a marca diária de US$ 1 bilhão em exportações. Mas as vendas de manufaturados [que subiram 18,4% até setembro], estão acima da média mundial", disse o secretário-executivo-adjunto do Ministério do Desenvolvimento, Ricardo Schaefer.

Desindustrialização?

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avalia que seria "inevitável alguma elevação na importância relativa dos bens primários devido a um efeito puramente de preços", mas alerta que a “primarização” da pauta exportadora brasileira ocorre não somente pela supervalorização das "commodities", mas também por um "colapso" da capacidade brasileira de colocar sua produção nos mercados externos e interno.

A ideia de reindustrialização é aproveitar o benefício dos recursos que vêm da venda de primários [produtos básicos] para reforçar a base da transformação"

O Iedi acha necessário que o país desenvolva um "programa de reindustrialização". Para o consultor do Iedi, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o programa "Brasil Maior", que desonera a folha de pagamento de alguns setores e oferece outros benefícios para os exportadores, ainda não é suficiente para resolver o problema de competitividade das empresas brasileiras contra o resto do mundo.


"A ideia de reindustrialização é aproveitar o benefício dos recursos que vêm da venda de primários [produtos básicos] para reforçar a base da transformação. Teria que fazer muito mais [do que o Brasil Maior]. Vemos o 'boom' das commodities como um bem que pode propiciar e melhorar as condições de competitividade do produto transformado e gerar mais empregos. O melhor é ter o equilíbrio na pauta. Se temos a possibilidade de produzir e exportar primários e industrializados, que tenhamos os dois. A 'dobradinha' é que é o ideal. Se um estiver não estiver bem, o outro compensa", declarou o economista.

Segundo o consultor do Iedi, problemas estruturais da economia brasileira, como a alta taxa de juros e o dólar (apesar da alta recente) baixo, ainda são entraves para a indústria. "O governo pode atuar com financiamento e ajudar na formação de mão de obra. A indústria, devido aos altos custos e produtividade deficiente, está perdendo terreno e isso pode gerar desindustrialização lá na frente, que é a perda da capacidade da indústria de contribuir para o crescimento do país. É um processo que virá se nada for feito", avaliou Almeida.

Perspectiva para 2012

José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que o Brasil tem de comemorar a marca dos US$ 1 bilhão de média diária de exportações que está sendo atingida neste ano. Entretanto, pondera que o resultado não foi fruto de ações do governo brasileiro, e sim do cenário internacional - que gerou alta dos preços das "commodities".

"Tem que se comemorar [a marca de US$ 1 bilhão por dia exportados]. Mas, basicamente, não foi Brasil que provocou isso. Decorre do cenário internacional e não foi programado. A meta de exportações do governo, no começo do ano, era de US$ 225 bilhões. Depois passou para US$ 245 bilhões e agora está em US$ 257 bilhões. O próprio governo não previa isso. O Brasil apenas aproveitou", disse José Augusto.

Segundo o economista, o mesmo cenário, entretanto, não deve se repetir em 2012. Com a crise financeira internacional, explicou ele, os preços das "commodities" devem cair, assim como a demanda por outros produtos. "Em 2012, os preços vão cair e os valores das exportações também. E o governo, que nada fez para aumentar as exportações neste ano, nada vai fazer para evitar a queda [em 2012]", declarou ele.

O vice-presidente da AEB acrescentou que o cenário internacional ainda é incerto, mas disse que, se tivesse de fazer uma avaliação, projetaria uma queda de 20% a 30% nas exportações no próximo ano. "As exportações com certeza caem. A dúvida é quanto vão cair", disse Castro.

Ele analisou, porém, que o cenário do próximo ano pode melhorar um pouco a perspectiva para as vendas externas de produtos manufaturados. "Teoricamente, com um menor ingresso de capital no Brasil e juros menores, não atraindo tanto capital, o câmbio [dólar] pode subir, o que poderia aumentar a venda de manufaturados. Mas estaremos em crise, com comércio menor. Tem melhor preço [pela alta do dólar], mas pode não ter comprador", explicou o vice-presidente da AEB.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Camex sobretaxa ar condicionado split de até 7.500 Btus e bicicletas

Produtos foram incluídos na lista de exceção da TEC, informa governo.

Alteração se deu por conta do 'aumento significativo' das importações.


A Câmara de Comércio Exterior (Camex) se reuniu nesta terça-feira (6) em Brasília e decidiu aplicar uma sobretaxa na importação de aparelhos de ar condicionado "split" de até 7.500 Btus e, também, de bicicletas comuns. As bicicletas de competição não estão tendo o imposto elevado.


Segundo o governo, o aumento do imposto de importação, para estes produtos, foi autorizado por conta do "aumento significativo" da importação em um período recente, reduzindo os "níveis de competitividade" da indústria nacional.


Os produtos foram incluídos na lista brasileira de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC). Com isso, tiveram seu imposto de importação elevado de 18% (ar condicionado) e de 20% (bicicletas) para 35% em ambos os casos. O Brasil está autorizado a manter em sua lista de exceção à TEC, até o fim de 2015, cem produtos.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, os fabricantes deste tipo de ar condicionado, no Brasil, ficam na Zona Franca de Manaus. Para aparelhos com mais potência, informou o governo, não há produção local, sendo as peças importadas e os aparelhos montados no sul do país.

Além do ar condicionado "split" de até 7.500 Btus, e das bicicletas, outros produtos também foram incluídos na lista de exceção à TEC e, com isso, também tiveram seu imposto de importação elevado para 35%. São eles: pneus de borracha de bicicletas, porcelanatos, partes referentes a unidades condensadoras ou evaporadoras para fabricação de aparelhos de ar-condicionado, barcos a motor e rodas e eixos ferroviários.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bunge vai investir US$ 2,5 bilhões para processar cana no Brasil


Investimentos serão aplicados na expansão de oito usinas do grupo.
Anúncio foi feito em reunião com a presidente Dilma em São Paulo.

Em reunião com a presidente Dilma Roussef na tarde desta quinta-feira (18) em São Paulo, executivos da Bunge Brasil anunciaram plano de investimento de US$ 2,5 bilhões entre 2012 e 2016 no setor de açúcar e bioenergia no Brasil.

Os investimentos serão aplicados na expansão de oito usinas do grupo, que devem aumentar a capacidade de processamento em 50% e atingir 30 milhões de toneladas de cana de açucar por ano, para produção de açíucar, etanol e energia elétrica.

Segundo o presidente da empresa no Brasil, Pedro Parente, o investimento de US$ 2,5 bilhões no próximo período equivale a passar de investimento anual de US$ 400 milhões por ano para US$ 500 milhões por ano.

Participam da reunião com a presidente Dilma, no escritório da Presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista, o presidente mundial da Bunge, Albertro Weisser, o presidente da empresa no Brasil, Pedro Parente, e o ministro das Minas e Energia, Édison Lobão.

Após a reunião, a presidente e o ministro deixaram o prédio sem falar com os jornalistas. Os executivos da Bunge explicaram o teor das conversas.

"Discutimos muito o desafio que existe para os próximos 40 anos. A produção mundial de grãos vai ter de aumentar 70%, ou seja, 1,5 bilhão de toneladas a mais, onde a área de agricultura só pode expandir 10% por diversas razões de meio ambiente, mas também por existência da água. O Brasil tem responsabilidade muito grande nessa produção no futuro. Por isso conversamos sobre o quão importante é o investimento em infra-estrutura", afirmou o presidente mundial da Bunge, Albertro Weisser. "Ficamos felizes em ouvir a maneira como o governo brasileiro vem planejando o desenvolvimento", complementou.

A empresa quer elevar sua capacidade de produção para além das metas estipuladas no atual plano de investimentos. "Queremos chegar a 40 milhões de toneladas", disse.

Rolls-Royce recebe encomenda brasileira de £ 15 milhões para embarcações de apoio offshore


A Rolls-Royce recebeu uma encomenda para projetar e equipar duas embarcações de apoio offshore UT 735 SE para a empresa Brasil Supply, com o valor de £15 milhões, e que serão arrendadas à Petrobras.

O contrato inclui o projeto das embarcações e um sistema integrado de equipamento Rolls-Royce, incluindo propulsão, maquinário de convés e sistemas de manuseio de cargas a granel e de controle das embarcações. Elas são especificamente projetadas para transportar fluidos e cargas sólidas de e para plataformas offshore de petróleo e gás.

Essa é a segunda encomenda da Brasil Supply nesse ano, e a empresa agora tem sob encomenda quatro embarcações offshore projetadas pela Rolls-Royce, sendo que todas serão construídas no Estaleiro Ilha S.A., no Brasil.

Atle Gaasø, Gerente Geral de Vendas de Embarcações de Apoio Offshore, declarou: "Com esse contrato a Rolls-Royce reforça ainda mais sua presença no Brasil. Esperamos trabalhar em conjunto com o armador e com o estaleiro ao longo da construção dessas embarcações sob medida". As embarcações estarão prontas para entrega em 2013.

Para fornecer suporte para uma crescente base instalada de equipamentos no Brasil, a Rolls-Royce abriu uma instalação avançada de reparos marítimos e revisões em Niterói em 2009. Ela é parte de uma ampla rede de Centros de Serviços Marítimos Rolls-Royce, três dos quais já foram abertos este ano em Gdynia (Polônia), Walvis Bay (Namíbia) e Rotterdam (Holanda).