terça-feira, 26 de abril de 2011

Petróleo fecha quase estável em NY e ganha meio dólar em Londres


Os preços do petróleo fecharam em leve baixa nesta terça-feira em Nova York no fim de uma sessão indecisa, em plena reunião de política monetária do Federal Reserve, mas sustentados por tensões geopolíticas. Em Londres, as cotações ganharam quase meio dólar.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em junho fechou em 112,21 dólares, em queda de 7 centavos em relação à segunda-feira.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte com igual vencimento ganhou 48 centavos, a 124,14 dólares.

"O mercado está em uma fase de decisão. Se o dólar continuar retrocedendo de maneira importante após as declarações de Bernanke amanhã (quarta-feira), os preços do petróleo podem romper a barreira dos 114 dólares, provavelmente até os 120 dólares", estimou Rich Ilczyszyn, da Lind-Waldock.

O nível do dólar, fraco, contribuiu para alimentar a alta de preços, tornando as matérias-primas mais atrativas para os investidores munidos com outras moedas, já que constituem um refúgio contra a inflação.

Consequentemente, o mercado mostrou-se prudente antes da finalização da reunião de política monetária do Fed na quarta-feira, que pode influenciar sobre a cotação do dólar.

O Fed "deve dar o seu apoio ao dólar e tentar acomodar a economia. Os preços elevados do petróleo podem fazer a reativação fracassar", observou Rich Ilczyszyn.

No entanto, "com um desemprego que se mantém em um nível elevado, é pouco provável que o Comitê de política monetária pressione o presidente (do Fed) Ben Bernanke a elevar as taxas" de juros, ressaltou, por sua vez, Mike Fitzpatrick, da Kilduff Report.

"Sem a ajuda de uma alta de juros, o dólar seguirá sob pressão e consequentemente ajudará a impulsionar os preços do petróleo", acrescentou.

A espera pelo resultado da reunião do Fed colocou o mercado na defensiva, mas a situação no Oriente Médio e no norte da África continua em conflito, mantendo certa pressão sobre o mercado petroleiro.

Os confrontos continuam na Líbia, onde os rebeldes ganham confiança. Na Síria, o exército reprime os opositores ao regime. Por sua vez, a expulsão de um diplomata iraniano do Bahrein mostra a degradação das relações das monarquias do Golfo com Teerã.

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