sábado, 25 de junho de 2011
EUA, Europa e países da Ásia liberam 60 milhões de barris de reservas e derrubam preço do petróleo
A Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 28 países, anunciou nesta quinta-feira a liberação de 60 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas, a terceira da história da entidade, o que fez os preços da commodity caírem até 6%. Segundo a nota oficial da AIE, o objetivo é compensar a interrupção da produção da Líbia, já que o consumo de combustíveis aumenta durante o verão no Hemisfério Norte, "o que ameaçaria a frágil recuperação da economia global". Nos Estados Unidos - que responderão pela metade do volume liberado -, houve críticas de motivação política, para segurar a inflação.
"A economia global ainda está saindo da recessão, e é essencial que essa recuperação não seja colocada em risco por uma queda no fornecimento de petróleo", disse o diretor-executivo da AIE, Nobuo Tanaka.
Em Nova York, a cotação do tipo leve americano encerrou ontem em queda de 4,6%, a US$ 91,02, segundo dados da Bloomberg News. O barril chegou a cair 6%, a US$ 89,69. Em Londres, o barril do tipo Brent despencou 6,1%, a US$ 107,26.
As ações de petrolíferas caíram, puxando os mercados. Londres recuou 1,7%, Frankfurt, 1,8%, e Paris, 2,2%. Em Nova York, o Dow Jones encerrou em queda de 0,5%, depois de recuar mais de 1%, devido ainda à alta nos pedidos de seguro-desemprego na semana passada. Já o Nasdaq avançou 0,6%. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego passaram de 420 mil para 429 mil, na semana passada, informou ontem o governo. Economistas esperavam 415 mil pedidos.
Coordenação só na guerra e após Katrina
Os membros da AIE, criada após o primeiro choque do petróleo (1973/74), já haviam feito duas ações coordenadas de liberação de estoques. A primeira foi em 1991, quando o Iraque invadiu o Kuwait. A segunda foi em 2005, depois que o furacão Katrina arrasou plataformas e refinarias no Golfo do México.
A AIE vai liberar 2 milhões de barris por dia - o equivalente a 2% da oferta global -, em sua maioria de petróleo bruto, inicialmente ao longo de 30 dias. Os EUA vão entrar com metade do volume, que virá de sua reserva gigantesca de 727 milhões de barris. A Europa irá colaborar com 30%, e o restante virá de Austrália, Japão, Coreia e Nova Zelândia.
Os barris devem começar a chegar no mercado na semana que vem. Após 30 dias, a AIE fará uma avaliação dos preços e do equilíbrio entre oferta e demanda. A agência não descarta liberar mais petróleo.
A Câmara de Comércio americana, um dos mais poderosos lobbies de Washington, criticou fortemente a decisão da AIE e o governo Barack Obama. "Nossas reservas visam a resolver verdadeiras emergências, não preços altos politicamente inconvenientes", afirmou em nota Karen Harbert, diretora-executiva do Instituto de Energia da câmara.
Outros grupos dos EUA engrossaram o coro das críticas. Em nota, o Instituto Americano do Petróleo, que representa cerca de 400 produtores, afirmou que a liberação das reservas "é uma ação reacionária baseada na política de energia fracassada do governo".
Já a Associação Nacional de Petroquímicas e Refinarias classificou a decisão como uma ação política que não trará qualquer benefício aos consumidores. "Em vez disso, deixará nossa nação vulnerável se furacões, outros desastres naturais ou uma crise externa provocarem uma verdadeira queda no fornecimento".
- Não estamos em uma situação em que fisicamente precisamos de mais barris - disse à Bloomberg News Blake Fernandez, analista da consultoria Howard Weil. - Isso parece mais um movimento dos governos americano e europeus para reduzir os preços do petróleo.
O uso das reservas deve trazer alívio especialmente para os países europeus, às voltas com a crise da dívida em Grécia, Portugal e Irlanda, explicou à Bloomberg Eliecer Palacios, especialista em energia da consultoria Maxim Group. Ele ressaltou que, mesmo que os preços caiam, os ganhos das petrolíferas continuarão elevados.
- Todos ficarão felizes se o barril cair a US$ 75 - disse Palacios. Exxon Mobil, Chevron e Royal Dutch Shell não quiseram comentar a decisão da AIE.
Os estoques dos países membros da AIE somam 4,1 bilhões de barris, sendo que cerca de 1,6 bilhão estão nas reservas estratégicas dos governos. Os membros da agência que são importadores líquidos (que importam mais que exportam) são obrigados a manter reservas estratégicas equivalentes a 90 dias de suas importações. Segundo dados da AIE, esses estoques hoje equivalem a 146 dias de importações.
Há três semanas, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não conseguiu chegar a um acordo para elevar sua produção. A Líbia, membro da Opep, exportava cerca de 1,5 milhão de barris por dia antes da rebelião, iniciada em fevereiro, que paralisou a produção da indústria de petróleo. A AIE estima que a Líbia fique fora do mercado até o fim deste ano.
Alguns membros da Opep não gostaram da decisão. Um representante de um dos países do cartel disse à agência Dow Jones que não havia justificativa para essa ação e que a AIE estava agindo por conta própria - contrariando declarações do vice-diretor da agência, Richard Jones, de que a Opep havia sido consultada.
- Vai prejudicar os produtores de petróleo - disse à Dow Jones outro representante da Opep.
Uma fonte do cartel não descartou que a Opep faça reunião de emergência para reduzir a produção, se os preços do petróleo caírem muito.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Rio, SP e ES propõem novo fundo para royalties
Os estados com maior produção de petróleo - Rio e Espírito Santo, que ganharam a adesão de São Paulo - proporão que as demais unidades da Federação tenham acesso imediato às receitas geradas com as áreas já licitadas. A ideia é criar um fundo de desenvolvimento regional, no qual a União aportaria entre 30% e 50% dos recursos a ela destinados com royalties, participação especial e bônus de assinatura para financiar estados e prefeituras, sobretudo do Nordeste. Este ano, estima-se que a União receba R$ 10 bilhões.
A proposta, formatada em reunião anteontem no Rio, da qual participaram o governador em exercício Luiz Fernando Pezão, e os de São Paulo, Geraldo Alckmin, e Espírito Santo, Renato Casagrande, repassa a fatura ao Palácio do Planalto e será apresentada à presidente Dilma Rousseff até terça-feira. Na próxima semana, será agendada reunião dos estados produtores com os governadores do Nordeste, representados por Marcelo Déda (SE) e Eduardo Campos (PE).
Segundo Casagrande, que está coordenando o processo, o fundo teria uma duração de quatro ou cinco anos, prazo estimado para que os campos licitados já sob o regime de partilha, que vai substituir a concessão, comecem a gerar produção e receita. Ao contrário do que ocorre na concessão, na partilha ficou definido que os não produtores também serão remunerados. "A finalidade é cobrir este vácuo e atender quem deseja alguma arrecadação imediata", explicou Casagrande.
Os recursos seriam divididos com os estados não produtores, que teriam um quinhão das receitas correntes com petróleo, um dos alvos do texto aprovado no Congresso e vetado pelo ex-presidente Lula. A emenda rejeitada redividia a arrecadação de royalties entre as 27 unidades da Federação, incluindo as áreas já licitadas, sem compensação especial para Rio, Espírito Santo e São Paulo.
Segundo interlocutores, a proposta que está sendo costurada tem chances reais de vingar porque as partes sairiam ganhando. Além disso, a presidente está disposta e até determinou aos governadores do Nordeste que cheguem a um acordo para evitar que a União recorra ao Supremo Tribunal Federal. "A própria adesão de São Paulo (que vinha se mostrando alheio ao tema) reforça a necessidade de entendimento", destacou Casagrande.
domingo, 29 de maio de 2011
Cerrado PI se transforma na nova fronteira agrícola
Já foi o tempo em que o boi abria as fronteiras agrícolas pelo Brasil afora. Hoje cada vez mais é a soja que exerce esse papel. O cerrado do Piauí é uma nova fronteira agrícola e para chegar ao lugar foi preciso atravessar um oásis no meio do sertão, com água jorrando à vontade, mas muito mal aproveitada.
A cidade de Bom Jesus é o principal centro comercial do Sul do Piauí. No lugar tem 30 mil habitantes e fica a 640 quilômetros da capital Teresina, aos pés da serra de Uruçuí.
No topo, a 600 metros de altitude, fica o cerrado piauiense, uma nova fronteira agrícola desbravada pelos agricultores do Sul do país.
Mas antes de subir a serra, está o Vale do Gurgéia, um oásis no meio do sertão do Piauí.
No inverno nordestino, que na região vai de novembro a maio, não significa frio, mas chuva, que nesse período sempre vem com abundância. Toda a água alimenta um gigantesco aquífero subterrâneo.
O DNOCS, Departamento de Obras contra a Seca, perfurou vários poços. A água é de ótima qualidade e brota espontaneamente. Não é preciso bombeá-la. Por isso, os poços recebem o nome de poços jorrantes.
De todos os poços jorrantes do Vale do Gurgéia, o Violeta é o maior. Ele tem mil metros de profundidade e uma vazão de 800 mil litros de água.
O Violeta foi perfurado há 40 anos e tem capacidade para abastecer sozinho uma cidade de 260 mil habitantes ou irrigar uma área de 400 hectares. Mas entra governo sai governo e até agora a água não tem sido bem aproveitada.
Alguns poços alimentam as piscinas dos hotéis, onde a fartura de água do Vale do Gurgéia virou atração turística. Ao todo já foram perfurados 174 poços na região.
A maioria dos produtos vendidos na feira de Bom Jesus é do Vale do São Francisco, que a quase 500 quilômetros do lugar.
“Eu não sei por que está tão caro. Chuva não faltou. Água não falta. Tem muita produção. Nós estamos comendo esse que vem da Bahia. Mas nós poderíamos produzir em Bom Jesus. Água nós temos suficiente e mão de obra também. Tem gente sem fazer na nada, na rua, jogando sinuca e não quer produzir as coisas para ficar mais barato. Pode ser falta de estimulo. O gestor teria de ter uma política voltada para estimular as pessoas a trabalhar”, diz a agricultora Aerolisa Rodrigues.
Em Teresina a capital do Piauí, foi ouvida a opinião do governador Wilson Martins sobre a falta de aproveitamento da água dos poços jorrantes. “Falta vocação do povo para o trabalho na agricultura irrigada. Ao longo dos anos, o estado do Piauí foi colonizado por vaqueiros. Essas pessoas se acostumaram e plantaram o que precisavam para comer e sobrasse algum tostão para comprar uma roupa ou um calçado. E se acomodaram desta forma. Não se muda a cultura de um povo da noite para o dia. Muda-se aos poucos”, explica.
Mas para espanto da população do Vale do Gurgéia, no alto da serra nem é preciso furar poço para produzir. Só com a água da chuva os agricultores gaúchos estão produzindo arroz, feijão, soja, milho e algodão.
O problema são as estradas que ligam o vale ao alto da serra. O pior trecho da estrada é a subida da Serra das Palmeiras, um caminho estreito e muito perigoso. Não é possível fazer o transporte de cargas pesadas pelo lugar. Na época de chuva forte a estrada fica interrompida.
As terras do cerrado são planas, do jeito que o gaúcho gosta para semear os grãos. Na região, é época de colheita da soja. Para todo lado se ouve o som das máquinas.
Os gaúchos trouxeram levaram para o lugar todos os recursos da agricultura moderna.
Aécio Pinheiro Lemos, filho dos antigos vaqueiros do Vale do Gurgéia, diz que eles nunca imaginaram que as terras do cerrado pudessem produzir alguma coisa. “Antes a gente colocava o gado no cerrado. Nós achávamos que o solo era muito fraco e não dava a pastagem e o plantio de capim. A gente nunca cultivo o cerrado”, justifica.
O solo é ácido, como em toda terra de cerrado. Mas a região tem calcário suficiente para fazer a correção.
As sementes de soja foram desenvolvidas pelos pesquisadores brasileiros para suportar o clima tropical. A chuva começa na hora certa para o plantio e desenvolvimento da soja, e diminui na colheita. Isso é muito bom porque os grãos podem ser armazenados na lavoura, sem passar pela secagem.
Muitos produtores depositam a safra em silos-bolsa feitos de lona plástica, onde o produto pode ficar até dois anos sem estragar.
A exploração da área começou há 18 anos numa gleba experimental de 200 hectares. Hoje, já são mais de 400 mil. A safra deste ano é estimada em 1,2 milhão de toneladas. Isso significa só 1,5% da safra brasileira de soja. Mas é suficiente para mudar a vida de muita gente.
As lavouras de soja se concentram no município de Uruçuí, que antes da chegada dos gaúchos era apenas uma cidadezinha perdida no mapa do Piauí. Hoje, ocupa o segundo lugar em arrecadação de impostos do estado.
Há oito anos, Uruçuí não tinha sequer uma escola de segundo grau. Hoje, conta com um campus da Universidade Estadual do Piauí. O engenheiro agrônomo Jodélcio Luz foi diplomado na primeira turma da universidade e encontrou trabalho na sede da maior empresa de armazenagem e beneficiamento de grãos do Piauí.
“Hoje, temos 83 funcionários diretos. É algo em torno de 63 parceiros. Noventa por cento dessa quantidade é mão de obra local. Isso prova a oportunidade e a expansão que a região está mostrando”, avalia.
A empresa, uma multinacional holandesa, esmaga 730 mil toneladas de soja por ano, o que representa cerca de 80% da safra colhida no estado. Os produtos são vendidos para o mercado nordestino. O farelo é transformado em ração animal. O óleo é refinado para o consumo humano.
Entusiasmado com o progresso da região, o piauiense Aldir Lages saiu de Teresina há oito anos e foi até Urucuí, onde abriu uma empresa de produção de combustível.
O gaúcho Altair Fianco participou das primeiras experiências de introdução da soja em Uruçuí. Ele diz que o maior desafio dos produtores da região é a questão ambiental. Na opinião dele, as reservas legais das propriedades devem ser demarcadas em bloco, unindo as áreas das fazendas. Isso aumenta o espaço para os animais transitarem e garante a biodiversidade. Foi o que ele e seus dois vizinhos fizeram. Juntando as três áreas, são 18 mil hectares de reserva legal averbados na escritura.
“A gente não entende divisa de propriedade como divisa de reserva. Esse é o espírito que queremos implantar da nossa reserva em conjunto. Eu vim para ganhar dinheiro. Seria hipócrita se dissesse o contrário. Mas não ganhar dinheiro a qualquer preço, a custo alto da natureza. Eu preciso ter a natureza como aliada e eu serei o maior defensor dela. No futuro, meus filhos e netos poderão usufruir do que eu deixei de bom para eles”, diz Fianco.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
EUA vai aumentar uso do milho para produção de etanol em 2011
A previsão da safra divulgada está dando o que falar.
Produtos agrícolas tiveram dia de queda nas bolsas internacionais.
Nos Estados Unidos, as enchentes que atingiram algumas regiões, como o Mississipi, até agora não provocaram reflexos para o total da safra, segundo a última previsão do Ministério da Agricultura norte-americano.
Os números que são sempre acompanhados com atenção por quem decide as coisas no mercado, certamente vão mexer nos negócios nos próximos meses. A grande novidade é que a soja americana, que compete com a brasileira, está perdendo espaço para o milho. E é espaço na lavoura mesmo. Os agricultores estão produzindo menos soja, a previsão é de que colham 89 milhões de toneladas, um milhão a menos do que foi colhido em 2010.
Já nas lavouras de milho, o quadro é bem diferente, vai haver até recorde. Serão 343 milhões de toneladas, 27% a mais do que na safra passada. Pouco mais de um terço dessa safra gigante, cerca de 128 milhões de toneladas, vai para produção de etanol, ou seja, de cada 100 sacas de milho colhidas nos campos, 37 vão virar combustível nos Estados Unidos.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Exportações alemãs batem recorde
A Alemanha registrou em março o maior valor já registrado de suas exportações, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9).
As exportações em março somaram 98,3 bilhões de euros (cerca de R$ 225 bilhões), uma alta de 7,3% em relação ao desempenho de fevereiro e de 15,8% em relação a março do ano passado.
É o montante mais elevado desde que o nível de exportações começou a ser medido, em 1950.
O valor das importações em março também foi o maior desde 1950, tendo alcançado um total de 79,4 bilhões de euros, alta de 3,1% em relação a fevereiro e 16,9% comparado a março do ano passado.
"Década de ouro"
A Alemanha é o segundo maior exportador mundial, ficando atrás apenas da China.
''A Alemanha está à beira de uma 'década de ouro''', afirmou Chrstian Schulz, do Banco Berenberg.
Outro analista do setor financeiro, Cartsen Brzeski, da consultora ING, disse que a economia alemã ''está agora transitando com suavidade''.
As cifras recordistas da Alemanha são sinais fortes de que há ''duas marchas'' na zona do euro.
Enquanto as economias da Alemanha e da França continuam a crescer de forma robusta, outras, como as da Grécia e de Portugal estão lutando contra um cenário de elevadas dívidas públicas.
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
Embraer termina primeiro trimestre com lucro quase quatro vezes maior
Lucro líquido atingiu R$ 176,4 milhões, contra R$ 49,4 um ano antes.
Embraer teve receita líquida de janeiro a março de R$ 1,757 bilhão.
A Embraer anunciou nesta segunda-feira (2) que teve lucro líquido de R$ 176,4 milhões no primeiro trimestre, ganho quase quatro vezes maior em relação aos R$ 49,4 milhões obtidos um ano antes.
Já o lucro atribuído aos acionistas da companhia ficou em R$ 174,3 milhões no período, contra R$ 44,1 milhões no mesmo intervalo de 2010.
A base de comparação foi impactada pelo efeito combinado de impostos e variação cambial. De janeiro a março deste ano, a companhia obteve um crédito fiscal de R$ 4,2 milhões. No mesmo período de 2010, a empresa tivera nessa coluna uma despesa de R$ 88,1 milhões.
A terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo teve receita líquida de janeiro a março de R$ 1,757 bilhão, 1,5% abaixo do faturamento do primeiro trimestre de 2010. A Embraer havia informado em abril que entregou no primeiro trimestre 28 aviões, numa queda sensível sobre as 40 aeronaves despachadas um ano antes.
Ainda assim, a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 259,8 milhões, teve um aumento de 24% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. A margem Ebitda no período passou de 11,8% para 14,8%.
A companhia atribuiu esse resultado a um maior mix de produtos, tendo uma maior participação de serviços aeronáuticos: 15,4% contra 11% um ano antes.
"Normalmente, as margens de serviços aeronáuticos são maiores do que os outros negócios da Embraer, e especialmente neste último trimestre suas margens ultrapassaram a média face ao mix de receitas", afirmou a empresa no relatório.
O resultado trimestral da companhia veio com um aumento das despesas gerais, administrativas e comerciais, impulsionado sobretudo pela apreciação do real.
"A apreciação de 7,4% entre a taxa de câmbio média do real em relação ao dólar (...) representou um desafio adicional na gestão das despesas operacionais", acrescentou a Embraer no documento.
As despesas administrativas saltaram de R$ 63,3 milhões para R$ 95,4 milhões ano a ano, enquanto o item outras despesas líquidas disparou para R$ 14 milhões no primeiro trimestre, contra 400 mil reais no mesmo período em 2010.
A Embraer manteve a expectativa de encerrar 2011 com uma receita líquida de US$ 5,6 bilhões, conforme divulgado no final de março.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Petróleo fecha quase estável em NY e ganha meio dólar em Londres
Os preços do petróleo fecharam em leve baixa nesta terça-feira em Nova York no fim de uma sessão indecisa, em plena reunião de política monetária do Federal Reserve, mas sustentados por tensões geopolíticas. Em Londres, as cotações ganharam quase meio dólar.
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em junho fechou em 112,21 dólares, em queda de 7 centavos em relação à segunda-feira.
No IntercontinentalExchange de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte com igual vencimento ganhou 48 centavos, a 124,14 dólares.
"O mercado está em uma fase de decisão. Se o dólar continuar retrocedendo de maneira importante após as declarações de Bernanke amanhã (quarta-feira), os preços do petróleo podem romper a barreira dos 114 dólares, provavelmente até os 120 dólares", estimou Rich Ilczyszyn, da Lind-Waldock.
O nível do dólar, fraco, contribuiu para alimentar a alta de preços, tornando as matérias-primas mais atrativas para os investidores munidos com outras moedas, já que constituem um refúgio contra a inflação.
Consequentemente, o mercado mostrou-se prudente antes da finalização da reunião de política monetária do Fed na quarta-feira, que pode influenciar sobre a cotação do dólar.
O Fed "deve dar o seu apoio ao dólar e tentar acomodar a economia. Os preços elevados do petróleo podem fazer a reativação fracassar", observou Rich Ilczyszyn.
No entanto, "com um desemprego que se mantém em um nível elevado, é pouco provável que o Comitê de política monetária pressione o presidente (do Fed) Ben Bernanke a elevar as taxas" de juros, ressaltou, por sua vez, Mike Fitzpatrick, da Kilduff Report.
"Sem a ajuda de uma alta de juros, o dólar seguirá sob pressão e consequentemente ajudará a impulsionar os preços do petróleo", acrescentou.
A espera pelo resultado da reunião do Fed colocou o mercado na defensiva, mas a situação no Oriente Médio e no norte da África continua em conflito, mantendo certa pressão sobre o mercado petroleiro.
Os confrontos continuam na Líbia, onde os rebeldes ganham confiança. Na Síria, o exército reprime os opositores ao regime. Por sua vez, a expulsão de um diplomata iraniano do Bahrein mostra a degradação das relações das monarquias do Golfo com Teerã.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Empresa do grupo de Eike Batista puxa queda da Bovespa
Ibovespa caiu 1,90% nesta segunda-feira, a 65.415 pontos.
OGX Petróleo despencou mais de 17%, após relatório sobre reservas.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma queda acentuada nesta segunda-feira (18), puxada, principalmente, pelas ações da blue chip OGX Petróleo, do empresário Eike Batista - que caíram mais de 17%. A aversão ao risco no exterior, depois que S&P colocou o rating norte-americano em perspectiva negativa, e preocupações com a possibilidade de a Grécia solicitar uma reestruturação de dívida também minaram o humor de investidores.
O Ibovespa recuou 1,90%, aos 65.415 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 9,99 bilhões, em dia de exercício de opções sobre ações.
Os papéis da OGX despencaram 17,25%, fechando o pregão desta segunda-feira a R$ 16,26. A queda foi reflexo da decepção do mercado com o relatório da certificadora DeGolyer and MacNaughton (D&M) sobre as reservas da companhia, divulgado na sexta-feira (15).
As ações da OGX foram as mais negociadas dentro da carteira do Ibovespa, com 22,52% do volume de transações do dia.
Logo pela manhã, mesmo antes da abertura da bolsa, relatórios negativos de analistas sobre os dados da D&M já circulavam no mercado, como os do BTG Pactual, Santander e Deutsche Bank, que revisaram para baixo o preço-alvo e a recomendação para a empresa.
Segundo o analista Marcus Sequeira, do Deutsche, a análise da D&M incluiu recursos "que têm um grau maior de incerteza do que em análises anteriores".
Entre os demais ativos de maior peso sobre o Ibovespa, o dia também foi de queda. Vale PNA recuou 1,10%, a R$ 45,15; Petrobras PN caiu 3,96%, a R$ 25,48; Itaú Unibanco PN teve desvalorização de 1,05%, a R$ 36,59; e BM&FBovespa ON perdeu 0,43%, a R$ 11,55.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Batata puxa 4ª alta seguida da cesta básica em São Paulo
Influenciada por novo aumento do valor da batata, o preço da cesta básica subiu pela quarta semana consecutiva na cidade de São Paulo e atingiu a marca de R$ 318,12, segundo pesquisa divulgada pelo Procon-SP nesta quinta-feira (14).
Depois de subir 30% na semana passada, a batata ficou 4,85% mais pesada no bolso do consumidor nesta semana, segundo o Procon-SP.
O reajuste foi de 0,24% em relação à semana passada, quando o pacote de produtos básicos custava R$ 317,37. Com a diferença de preços entre as duas cotações – de R$ 0,75 -, o consumidor deixou de levar para casa um sabonete a mais, por exemplo.
Dos 31 produtos pesquisados pelo Procon-SP, 15 ficaram mais caros, 13 diminuíram de preço e três permaneceram com mesmo valor.
Veja os produtos que apresentaram as maiores altas nesta semana
Batata (kg) – alta de 4,85% - passou de R$ 2,27 para R$ 2,38
Papel Higiênico Fino Branco (pacote 4 unidades) – alta de 4,74% - passou de R$ 1,90 para R$ 1,99
Salsicha Avulsa (kg) – alta de 4,10% - passou de R$ 4,39 para R$ 4,57
Sabão em Barra (unidade) – alta de 3,95% - passou de R$ 0,76 para R$ 0,79
Cebola (kg) – alta de 3,83% - passou de R$ 1,83 para R$ 1,90
Veja os produtos que ficaram mais baratos para o consumidor
Macarrão com ovos (pacote 500 g) - queda de 2,70% - passou de R$ 1,48 para R$ 1,44
Desodorante Spray (embalagem 90-100 ml) – queda de 2,15% - passou de R$ 2,33 para R$ 2,28
Feijão Carioquinha (pacote 1 kg) – queda de 1,67% - passou de R$ 2,40 para R$ 2,36
Frango Resfriado Inteiro (kg) – queda de 1,62% - passou de R$ 4,32 para R$ 4,25
Sabonete (unidade 90-100 g) – queda de 1,54% - passou de R$ 0,65 para R$ 0,64
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Bolsa de energia
A bolsa para negociação de energia elétrica, Brix, oficialmente lançada nesta terça-feira, ainda nem começou a operar e o empresário Eike Batista já quer ampliar o escopo do negócio e passar a negociar também petróleo. Apesar de o CEO da Brix, Marcelo Mello, afirmar categoricamente que o foco "total e completo é no mercado de energia elétrica", Eike já vislumbra a possibilidade de negociar também a sua própria produção na bolsa de que vai ser sócio. "Vou usar o meu voto para entrar em petróleo também. A plataforma está aí, por quê não usá-la? Pode servir para tudo o que for energia", disse.
A empresa de petróleo de Eike, a OGX, pretende chegar a produzir 1,4 milhões de barris de óleo. A expectativa é começar a produzir em setembro e, em 2012, devem ser produzidos 60 mil barris diários. Na opinião de Eike, a bolsa é uma "maneira fantástica" de vender o produto brasileiro para as refinarias do mundo, à procura de quem pagar melhor. Ele terá 23,75% da nova bolsa de energia, a Brix, ao lado dos sócios Josué Gomes da Silva, Marcelo Parodi e a IntercontinentalExchange (ICE). O economista Roberto Teixeira da Costa terá 5%.
sábado, 9 de abril de 2011
Economia dos emergentes vai superar a dos EUA em 2015
Até meados desta década, o Bric concentrará 22% da economia mundial, diz estudo. (BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China)
Um estudo elaborado por economistas chineses mostra que a soma das economias das quatro principais economias emergentes, que compõem o grupo conhecido como Bric (sigla formada pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China) superará o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) dos Estados Unidos em 2015.
Brasil cresce, mas ainda tem longo caminho
O estudo, citado pela agência oficial chinesa de notícias Xinhua, foi produzido pela Social Sciences Academic Press e estima que em meados desta década o Bric concentrará 22% da economia mundial.
As quatro potências, que junto com a África do Sul realizarão na próxima semana uma cúpula na ilha chinesa de Hainan, experimentarão nos próximos 15 anos "um processo de crescimento estável e rápido", devido a um ambiente exterior propício no qual as economias desenvolvidas também crescerão.
Das quatro economias estudadas, a chinesa é a que cresce a um ritmo mais rápido, com média anual de 10% nas últimas décadas, e é desde 2010 a segunda maior potência econômica mundial, atrás apenas dos EUA. Alguns estudos afirmam que a China, sozinha, pode superar os EUA como a principal economia do planeta por volta de 2030.
Brasil
No ano passado, o Brasil cresceu a uma taxa não vista desde 1986, de 7,5%. O resultado supera o de cada uma das principais economias desenvolvidas: Estados Unidos, 2,8%; o Japão, 3,9%; na Europa, 1,7% na zona do euro (grupo de 17 países que usa a moeda comum) e 1,8% na União Europeia como um todo.
O país, no entanto, é o terceiro colocado entre os Bric. O PIB chinês cresceu 10,3% no ano passado, apesar das tentativas do governo do país de conter a oferta de crédito e os investimentos no mercado imobiliário, por exemplo. A Índia deve crescer 8,6%.
O Brasil só supera a Rússia (3,9% de crescimento), país com sérios obstáculos ao investimento, problemas de infraestrutura e cujas receitas dependem basicamente do petróleo (produto sujeito a fortes variações de demanda e preços no mercado mundial).
Os países ricos, por sua vez, embora ainda lutando contra os efeitos da crise global de 2008-2009, continuam tão na frente como sempre estiveram. O PIB dos EUA, por exemplo, em valores, passa de R$ 23 trilhões – cerca de sete vezes o do Brasil (R$ 3,67 trilhões). A renda per capita dos americanos no ano passado foi de cerca de R$ 77,8 mil; a do brasileiro foi de R$ 19 mil.
Ritmo insustentável
O professor de finanças da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) Luiz Jurandir diz que “não há chance” de o Brasil repetir esse desempenho neste ano: o ritmo do país foi animador, mas não é sustentável.
Ele destaca ainda que, quando o crescimento é rápido demais, esse crescimento gera deformidades, como a inflação, e o Brasil de todo modo sofre de um problema de falta de coordenação entre as diversas esferas de governo; resolver esse problema é essencial para que o país possa ter um crescimento sustentável.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Venda de produtos brasileiros para China aumenta 28 vezes em dez anos
De cada US$ 1 que asiáticos compram, US$ 0,87 vão para matérias-primas, diz Ipea.
As vendas de produtos brasileiros para a China – as exportações - cresceram 28 vezes no período entre 2000 e 2010, aponta um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta sexta-feira (8).
Em 2000, os chineses compraram R$ 1,74 bilhão (US$ 1,1 bilhão) em mercadorias, o que correspondeu, naquele ano, a 2% de tudo o que o Brasil vendeu para outros países. No ano passado, essas vendas se multiplicaram e chegaram a R$ 48,7 bilhões (US$ 30,8 bilhões) – ou 15% de tudo o que o Brasil comercializou com outras nações.
Com essa postura compradora, a China se tornou o principal cliente brasileiro em 2009, quando ocupou o posto que pertencia aos Estados Unidos.
Dez anos atrás, entretanto, o país asiático nem figurava entre os dez principais destinos das exportações brasileiras, que eram, em ordem decrescente, Estados Unidos, Argentina, Holanda, Alemanha, Japão, Itália, França, Bélgica, México e Reino Unido.
Por outro lado, o Brasil também está comprando mais produtos da China (importações). As importações brasileiras da China cresceram 21,3 vezes no mesmo espaço de tempo.
Em 2000, os brasileiros adquiriram R$ 1,9 bilhão (US$ 1,2 bilhão) em mercadorias do país asiático – 2% do total. Em 2010, essas compras chegaram a R$ 40,5 bilhões (US$ 25,6 bilhões) – 14% do total.
Recursos naturais
A China, no entanto, praticamente só compra produtos básicos do Brasil, segundo o estudo. Os produtos “mais visados” pelos chineses em 2010 foram minérios (40%), plantas oleaginosas (23%) e combustíveis minerais (13%). Juntos, eles respondem por 76% das exportações brasileiras para o país asiático.
De acordo com o Ipea, ao longo dos últimos 10 anos, para cada dólar que o Brasil conquista por meio das vendas para a China, US$ 0,87 centavos vêm de produtos primários e recursos naturais, US$ 0,07 de produtos de média intensidade tecnológica e apenas US$ 0,02 de itens de alta tecnologia.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Em 10 anos, valorização das ações da Vale foi três vezes a da Petrobras
De 2001 a 2011, rentabilidade dos papéis foi de 834%.
Levantamento é da consultoria Economatica.
A valorização das ações ordinárias, com direito a voto, da mineradora Vale foi de cerca de 834%, descontada a inflação, nos últimos dez anos - de 30 de junho de 2001, data em que o atual presidente da companhia, Roger Agnelli, assumiu o cargo, até segunda-feira, 4 de abril, quando Murilo Ferreira foi indicado para ocupar a presidência, a partir de 22 de maio. O novo nome foi indicado pelos acionistas controladores da Valepar e ainda terá de ser aprovado pelo Conselho de Administração da Vale.
O levantamento sobre a evolução dos papeis da companhia foi feito pela consultoria Economatica, a pedido do G1.
Quando comparada a rentabilidade dos papeis da mineradora com a das ações da gigante estatal Petrobras, a valorização, nesse período, foi praticamente o triplo. Enquanto as ações da Vale valorizaram 834%, as da Petrobras chegaram a 250%. Comportamento semelhante é observado nas ações preferenciais, sem direito a voto. Nos dez anos em análise, enquanto as ações da Vale valorizaram 765%, as da Petrobras avançaram 257%. No mesmo período, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), viu sua rentabilidade variar 155,5%. A Vale contabiliza, neste ano, 47 mil acionistas.
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Dica de livro da semana
A explosão dos bits (Blown to bits) - Estratégias na &-Conomia
As forças que definem as estratégias vencedoras na área da informação
Autor: Philip Evans / Thomas S. Wurster
Editora: CAMPUS
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Local de compra: Shopping Grande rio
quinta-feira, 24 de março de 2011
Barril de petróleo passa de US$ 105 em Nova York e atinge maior nível desde 2008
Os preços internacionais do petróleo voltaram a refletir a ameaça de desabastecimento por protestos no Oriente Médio e norte da África, e fecharam no maior nível desde setembro de 2008 em Nova York. O contrato do WTI com vencimento em maio chegou a ultrapassar os US$ 106 o barril durante a jornada e fechou a US$ 105,75, com alta de US$ 0,78, enquanto o ativo para junho subiu US$ 0,69, para US$ 106,21.
Já em Londres, o Brent para maio teve pequena queda, de US$ 0,15, e fechou o dia a US$ 115,55. O vencimento de junho recuou US$ 0,17, para US$ 115,47.
Na Líbia, as forças de coalização continuaram os ataques aéreos contra a ofensiva do ditador Muamar Gadafi. Ainda não há sinais claros de que a investida internacional tenha sido capaz de mudar o equilíbrio de forças na região.
No sul da Síria, ao menos seis pessoas morreram nesta quarta-feira durante confronto entre manifestantes contrários ao regime de Bashar al-Assad e as forças de segurança do governo.
A alta ganhou força depois que a explosão de uma bomba perto dos principais terminais de ônibus deixou pelo menos 31 pessoas feridas em Jerusalém.
Os preços do petróleo cresceram mais de 20% nos Estados Unidos desde meados de fevereiro, quando os movimentos contra o regime político tiveram início na Líbia.
Protestos semelhantes já derrubaram os governos da Tunísia e do Egito e também criaram turbulências no Iêmen, no Bahrein e na Síria, deixando investidores temerosos sobre o futuro de áreas do Golfo Pérsico ricas em petróleo.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Produção mundial de trigo deve crescer 3,4% em 2011

A produção mundial de trigo deve aumentar em 3,4% este ano ante 2010, para 676 milhões de toneladas, segundo previsão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
De acordo com relatório da entidade, os produtores mundiais aumentaram a área de plantio em resposta ao aumento de preços.
Por sua vez, os agricultores russos devem ver uma recuperação da lavoura, atingida por forte seca no ano passado. A FAO também observou uma melhora na produção no norte da China.
A organização ressaltou que ainda é cedo para prever a safra de cereais em geral, com o plantio ainda não iniciado em muitas culturas.
Contudo, o cenário de oferta de alimentos ainda é preocupante. De acordo com a FAO, o grupo de 70 países de baixa renda observados pela entidade deve ver sua conta de importação de cereais aumentar 20% em 2011, por maiores preços nos produtos.
Esse grupo, que inclui países principalmente na África, Ásia e América Central, deve aumentar a produção em 5,6% este ano, sem obter sucesso em conter o déficit nas importações.
domingo, 20 de março de 2011
Usineiro diz que falta vontade política para derrubar barreiras ao etanol

O presidente do Conselho de Administração da Cosan, Rubens Mello, considera que falta vontade política para resolver o problema das barreiras impostas às exportações de etanol do Brasil para os Estados Unidos. A Cosan é uma das maiores produtoras mundiais de açucar e álcool a base de cana-de-açúcar.
- O problema do etanol é exclusivamente político. Existe alto protecionismo e subsídio muito grande nos Estados Unidos. Falta coragem politica para enfrentar o problema.
De acordo com Mello, a parceria comercial seria vantajosa para os dois países.
- Essa situação precisa ser enfrentada. Abriria um mercado enorme e nós poderíamos perfeitamente trabalhar em conjunto com os americanos. Os EUA precisam criar consumo e abrir outras alternativas. Há espaço para todo mundo e pode ser feito um remanejamento tributário nos EUA. Os americanos precisam sair da defensiva e partir para o negócio ativo. Isso não vai prejudicar os produtores americanos e é benéfico para os dois países.
Segundo o representante da Westinghouse Eletric Company, Aris Candris, existe interesse do governo americano de reverter esse quadro. Prova disso, segundo ele, é a própria vista do presidente Barack Obama ao Brasil.
- Pensar no Brasil de forma colaborativa é um evento recente, mas o fato de Obama estar aqui, e do convite à presidenta Dilma para ir aos EUA em breve, foca o fortalecimento [da relação] bilateral.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Bombril arruma a casa para encarar a Reckitt

Para enfrentar concorrência acirrada, companhia amplia linhas de produto e deve ter 600 itens nas prateleiras no próximo ano.
Sem papas na língua, com uma visão bastante crítica da concorrência e o audacioso projeto de posicionar a Bombril como a maior fabricante de produtos de limpeza do país, Ronaldo Sampaio Ferreira, 64 anos, é filho do fundador da Bombril. É presidente do conselho de administração da empresa e acionista majoritário (com 52%) do negócio que faturou R$ 1,2 bilhão no ano passado e carrega uma dívida atual de R$ 300 milhões com o governo federal, herança da época em que o italiano Sergio Cragnotti, da Cirio, adquiriu e administrou a companhia.
Agora, com um fardo milionário nas costas que pretende abater até 2015, a Bombril prepara-se, definitivamente, para deixar para trás a imagem de fabricante de esponjas de aço, produto que introduziu no Brasil em 1948 e que hoje responde por 40%de suas vendas, e engordar as prateleiras dos supermercados com um total de 540 produtos até dezembro e 600 em 2012.
Hoje, seu portfólio é composto por 405 itens como o sabão em pó Tanto, o amaciante de roupas Mon Bijou, o detergente líquido Limpol, a água sanitária Lavandina e o desinfetante Pinho Bril.
A partir das próximas semanas, a empresa que tem como sócios o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) fará sua estreia em novas categorias de produtos como a de sabão líquido, amaciante concentrado, cera para móveis e assoalho, graxa de sapatos, limpador de piso, removedor, álcool e, quem sabe, até mesmo em vassouras.
Esta entrada em novas categorias de produtos significa que a Bombril deve intensificar a briga que travou com outras grandes concorrentes como a Reckitt Benckiser (dona das marcas Veja, SBP, Poliflor e Vanish) e Unilever (detentora de Omo e Comfort).
Definitivamente, a disputa pelo mercado que movimentou R$ 13,5 bilhões no ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), será ainda mais árdua. Conta a favor da Bombril a estratégia de entrada ou fortalecimento de sua presença em várias categorias que, de acordo com a Nielsen, apresentaram os maiores faturamentos em 2009: caso do multiúso, que cresceu 17,3%, e do álcool, que avançou 15,3%.
"Multiúso está crescendo exponencialmente nos últimos cinco anos", diz Maria Eugenia Saldanha, presidente-executiva da Abipla. A Reckitt, dona do Veja, garante que mesmo diante do avanço da concorrência, tem aumentado sua participação no mercado que movimentou quase R$ 600 milhões em 2009, números mais recentes.
Ferreira também garante que a empresa tem avançado com seu limpador multiúso Pratice, que chegou à versão 5 em 1. Maria Eugenia afirma que todos conseguem crescer porque o brasileiro ainda consome pouco produto de limpeza, cenário que está mudando com o aumento da renda.
Ferreira acredita que a força do nome Bombril o ajudará, motivo que está levando a empresa a iniciar hoje uma campanha publicitária nacional de R$ 40 milhões, na qual trabalhará o nome corporativo.
Basta saber se isso será suficiente para ganhar espaço nas gôndolas dos supermercados e nos carrinhos, uma vez que muitas das categorias almejadas pela Bombril são lideradas por grupos internacionais.
"Nenhuma dessas multinacionais me assusta. Estou entrando no mercado de todas elas e indo bem. Tenho mais medo das nacionais, que são mais dinâmicas e ágeis", afirma Ferreira
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