sábado, 11 de junho de 2022

Mastercard habilita opções de pagamento para operadoras de marketplace NFTs

 



A gigante de pagamentos Mastercard (NYSE:MA) diz que começará a permitir a negociação de tokens não fungíveis ( NFT ) para uma variedade de plataformas de ecossistema de criptomoedas, incluindo o mercado “sem gás” Immutable X, Candy Digital, The Sandbox, Mintable, Spring, Nifty Gateway e o provedor de infraestrutura Web 3 MoonPay.

A Mastercard também é negociada na B3 através do ticker (BOV:MSCD34).

A empresa fez o anúncio por meio de um post em seu site, de autoria de Raj Dhamodharan, vice-presidente executivo de produtos e parcerias de ativos digitais Blockchain da empresa. Dhamodharan escreveu que a Mastercard estava agora “trabalhando com” as empresas mencionadas para “permitir que as pessoas usassem seus cartões Mastercard para compras de NFTs, seja em um desses mercados dessas empresas ou usando seus serviços de criptografia.”

A mudança efetivamente permitirá que qualquer pessoa com um Mastercard compre NFTs dos mercados – em vez de exigir que eles primeiro troquem suas participações fiduciárias por criptomoedas.

A Mastercard destacou que – como afirma que existem cerca de 2,9 bilhões de cartões Mastercard em circulação no mundo – a medida abalaria o mercado de NFT.

A empresa escreveu:

“Essa mudança pode ter um grande impacto no ecossistema NFT. Compre os NFTs que você deseja no mercado de sua escolha. Não há necessidade de comprar criptomoedas primeiro.”

Além disso, a gigante de pagamentos acrescentou que “com a ajuda dessas empresas”, a Mastercard continuaria com sua “ampliação da adoção do Web3”.

Dhamodharan observou que a Mastercard já levou sua “rede de pagamento” para o novo mercado NFT da exchange de criptomoedas Coinbase (COIN, C2OI34), lançado no mês passado.

Ele afirmou que essas “integrações” foram “projetadas para tornar as criptomoedas mais acessíveis e ajudar o ecossistema NFT a continuar crescendo.”

Dhamodharan apontou dados de uma pesquisa realizada entre usuários Mastercard (“35.000 pessoas em 40 países”), que descobriu que 45% dos clientes “tinham comprado um NFT ou considerariam fazê-lo”, com “aproximadamente metade” querendo a capacidade “de pague com criptomoeda para compras diárias.”

A empresa acrescentou que estava “aplicando” seu “conjunto completo de recursos para reforçar a segurança do cliente” – alegando que as transações NFT seriam protegidas com níveis de segurança “semelhantes” aos usados ​​em compras offline ou pela web. Ele disse que suas “ferramentas de segurança cibernética” ajudariam a garantir a segurança e a integridade dos dados do usuário.

O vice-presidente executivo concluiu que a Mastercard viu “enorme potencial” no mercado de NFT e disse que o provedor de pagamentos estava “ansioso para continuar nosso trabalho com todas essas empresas para garantir que esse mercado possa se tornar ainda mais acolhedor, acessível e fácil.”

No início deste ano, a empresa de criptomoedas Nexo (NEXO) anunciou que havia emitido um cartão – em parceria com a Mastercard – que permite que os clientes gastem sem primeiro vender seus ativos digitais.

Com informações de CryptoNews

quinta-feira, 26 de maio de 2022



Segundo gestora Janus Henderson, a maior pagadora em 2022 será a BHP


A mineradora Vale (VALE3) integrou a lista da dez maiores pagadores de dividendos do mundo no primeiro trimestre de 2022, segundo o relatório do Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson. O relatório analisa trimestralmente as 1.200 maiores empresas do mundo por capitalização de mercado, que representam 90% dos dividendos globais pagos.

Os dividendos distribuídos no trimestre passado somaram US$ 3,6 bilhões. Embora tenha apresentado uma redução em comparação ao mesmo período de 2021, quando pagou US$ 4 bilhões, a Vale ainda conseguiu se manter na nona posição do ranking, sendo a única companhia brasileira da lista.

Quem liderou o ranking foi a mineradora australiana BHP (BHPG34), seguida da farmacêutica Novartis e da empresa de logística A.P. Moller–Maersk.

Integram também a lista das maiores pagadoras de dividendos do mundo a farmacêutica Roche, as empresas de tecnologia Microsoft e Siemens, a petrolífera Exxon Mobil, a companhia de telecomunicações AT&T Inc. e a Apple.

Estas dez empresas pagaram juntas US$ 56,3 bilhões em dividendos no primeiro trimestre de 2022, valor superior ao distribuído pelo grupo de empresas que liderou o ranking no primeiro trimestre de 2021, quando foram pagos US$ 51,4 bilhões.

O cálculo dos dividendos no índice é bruto, utilizando a contagem de ações prevalecente na data de pagamento e convertidos em dólares, utilizando a taxa de câmbio vigente.

Segundo o relatório da Janus Henderson, a mineradora BHP está a caminho de ser a maior pagadora de dividendos do mundo em 2022, pelo segundo ano consecutivo. Os proventos das empresas de mineração subiram 29,7% em todo o mundo, na base nominal, enquanto os dividendos das petrolíferas saltaram 31,8% na base subjacente (com ajustes devido ao efeito cambial e dividendos não recorrentes).

De acordo com a gestora, estes grupos foram impulsionados pela recuperação de empresas que haviam cortado os pagamentos em 2020. Para este ano, a perspectiva é de que as mineradoras contribuam significativamente com os dividendos, superando a marca de U$$ 100 bilhões pela primeira vez.

“Tanto o preço do petróleo quanto o do metal foram impulsionados ainda mais após a invasão russa da Ucrânia, ajudando a sustentar o crescimento dos dividendos nestes setores atualmente”, destaca o documento.

A Janus Henderson destaca que os proventos da BHP, de US$ 10,8 bilhões, representaram quase três quintos do total de dividendos no primeiro trimestre das empresas australianas. “O valor foi 70% a mais do que o total combinado de seus dividendos especiais e regulares no primeiro trimestre de 2021”, aponta a gestora.

Fonte: Janus Henderson Global Dividend Index
No Brasil

No Brasil os dividendos distribuídos no primeiro trimestre de 2022 somaram US$ 5,2 bilhões, com um crescimento de 7,4% em base subjacente.

Os destaques positivos foram a retomada de pagamentos de dividendos da Ambev, que somaram US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre. O valor compensou o corte nos proventos da Vale e do Bradesco.

O desempenho das empresas brasileiras no índice contribuiu para um salto de 45% nas distribuições dos países emergentes no primeiro trimestre de 2022, que somaram US$ 23,7 bilhões. No total, os dividendos globais saltaram 11% no período, para um recorde de U$$ 302,5 bilhões.

Perspectivas

A gestora elevou a sua projeção para os dividendos anuais neste ano. A expectativa é de que cheguem a US$ 1,54 trilhão – um crescimento de 4,6% se comparado a 2021. Contudo, esclarece que este crescimento seria fruto dos números robustos no primeiro trimestre deste ano, já que devido ao cenário de incertezas e riscos globais a perspectiva para os próximos trimestres se manteve estável.

A Janus Henderson destaca os desafios enfrentados pela economia global, como a guerra na Ucrânia, as tensões geopolíticas, o custo elevado de energia e das commodities, além da inflação e dos juros crescentes. Na visão da gestora, este cenário acaba pressionando os lucros das companhias em diversos setores.

Contudo, os dividendos acabam sendo menos voláteis que os lucros, destaca Jane Shoemake, Gerente de Carteira de Clientes da Equipe Global de Renda de Ações da Janus Henderson. “Os lucros geralmente se movem dramaticamente ao longo do ciclo econômico, mas os dividendos tendem a ser mais estáveis”, destaca.

Segundo Jane Shoemake, o fato de os dividendos terem ultrapassado as máximas pré-pandemia comprova como no longo prazo os proventos são uma fonte confiável de crescimento de renda e um abrigo contra a inflação.

domingo, 22 de maio de 2022

NFT: qual é a história desta tecnologia e qual seu futuro?

 


Padrão ERC-721 da rede ethereum trouxe a característica de der um token não fungível, daí surgiu o famoso NFT; entenda.

Você sabia que NFT não é sinônimo de arte ou de colecionáveis digitais? Apesar de alguns projetos nesse sentido serem bastante interessantes, esses são apenas alguns dos usos que foram empregados para essa nova tecnologia.

Neste ponto, vale a pena analisar a história desta tecnologia, desde o surgimento do blockchain ethereum (ETH) até esse fenômeno mais recente dos NFTs que estamos acompanhando.

Em 2014, a rede ethereum surgiu com a proposta de ser um grande computador descentralizado. Isso quer dizer que ele se propôs a ser uma infraestrutura tecnológica para a construção de aplicativos que seriam também descentralizados.

O que quer dizer descentralizado neste contexto?

Descentralizado quer dizer que, ao invés de desenvolver uma aplicação com uma arquitetura utilizando o mais conhecido sistema cliente-servidor de programas centralizados, que são controlados por suas entidades emissoras que guardam e fornecem todos os dados da maneira que querem, agora seria possível que aplicações rodassem em milhares de computadores pelo mundo todo, sem a inferência de uma organização. 

Portanto, programas no contexto descentralizado não podem ser retirados do ar de forma arbitrária por nenhum terceiro.

Com isso, uma infinidade de propostas começaram a pipocar utilizando esse novo protocolo e, entre mortos e feridos, ou o que podemos dizer que prosperou neste ecossistema foi a “tokenização” de ativos que nada mais é do que utilizar a infraestrutura do ethereum para criação de tokens para projetos específicos. 

Vamos entrar um pouco mais a fundo e explorar alguns aspectos técnicos do ethereum, mais especificamente sobre os tokens.

O que é um token em um blockchain?

Os tokens podem representar praticamente qualquer coisa neste ambiente digital, como:

  • reputação em uma plataforma;
  • ativos financeiros, como ações de uma empresa;
  • certificados, como de créditos de carbono;
  • dinheiro, como dólar ou real;
  • um criptoativo nativamente digital;
  • entre outros.

De 2015 a 2017, o padrão de token que predominava na rede ethereum para este tipo de aplicação era o chamado ERC-20 que tinha como característica ser um token fungível.

Fungível é como o nosso dinheiro físico ou os criptoativos que conhecemos. Isto quer dizer que eles podem ser divididos ou trocados, por exemplo: uma cédula de R$ 1 tem o mesmo valor que uma moeda de R$ 1, portanto, elas podem ser trocadas, ou, ainda, R$ 1 pode ser dividido por duas moedas de 50 centavos.

Mas, em 2017, surgiu um novo padrão de token na rede ethereum, o chamado padrão ERC-721. Diferente do ERC-20, o ERC-721 trouxe a característica de der um token não fungível, daí veio o famoso NFT (Non Fungible Token).

Ao contrário dos tokens fungíveis, os NFTs, por sua própria característica, são usados para identificar ou representar algo absolutamente único neste ambiente digital, algo que não pode ser dividido em frações e também não permite a criação de outro token com as mesmas características.

Atualmente, não é somente a ethereum que permite esse tipo de solução. Outras blockchains como a rede Polygon e a Solana também oferecem esse tipo de solução.

E o futuro?

Agora que conseguimos separar e entender um pouco melhor a tecnologia e suas aplicações, podemos voltar para a pergunta inicial deste artigo. 

Mas e daqui para frente? O que podemos projetar utilizando uma tecnologia que permite propriedade digital única e auditável neste ambiente digital?

Resta aguardar.

*Thiago Padovan é co-fundador da Blockchain Academy e co-fundador e consultor em inovação e tecnologias distribuídas no projeto Movements Network. Ele vem atuando nos últimos anos em projetos de educação, inovação e Blockchain para empresas e agências de publicidade.

As informações desta coluna são de inteira responsabilidade do autor e não do blog Trade Projections.



sexta-feira, 20 de maio de 2022

Ibovespa fecha em alta de 1,39%, na frente dos índices americanos; Dólar volta a cair


Queda dos juros na China impulsiona preço das commodities e exportadoras puxam performance do índice


O Ibovespa fechou em alta de 1,39% nesta sexta-feira (20), aos 108.487 pontos. O principal índice da bolsa brasileira, com isso, conseguiu fechar a semana no verde, avançando 1,45% – ao contrário das bolsas americanas, que encerraram a sétima semana consecutiva em baixa, algo não visto desde a crise de 2008.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o S&P 500 fecharam próximos da estabilidade, subindo, respectivamente, 0,03% e 0,01%. A Nasdaq, por sua vez, caiu 0,30%, aos 11.354 pontos. Por lá, investidores continuam a monitorar a questão da inflação, da alta do juros e do possível baixo crescimento econômico no ano.

No Brasil, quem puxou a alta do índice foram as exportadores de commodities. Essas companhias foram impulsionados pela notícia de que a China reduziu os juros de empréstimos de longo prazo para estimular a sua economia – a notícia animou as Bolsas na Ásia, na Europa e também chegou a animar Wall Street durante parte do dia. Contudo, os índices americanos apagaram suas altas.

Com o preço do minério de ferro avançando mais de 3% na Bolsa chinesa de Dalian, os papéis de mineradoras e siderúrgicas foram destaques entre as altas por peso do Ibovespa. As ações ordinárias da Vale (VALE3) avançaram 1,77%, as da CSN (CSNA3), 4,97%, e as preferenciais da Gerdau (GGBR4), 3,41%.

Na ponta oposta, as ações da Méliuz (CASH3) foram as principais quedas percentuais, caindo 5,34%. Petz (PETZ3) e Light (LIGT3) vêm na sequência, com menos 5,17% e 2,38%.

No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a cair, fechando em queda de 0,87%, a R$ 4,873 na compra e a R$ 4,874 na venda. A moeda brasileira se valorizou frente à americana mesmo com o DXY avançando 0,33%.

Os juros futuros no aftermarket recuam, por volta das 17h30: DIF23, -0,01 pp, a 13,28%; DIF25, -0,12 pp, a 12,12 %; DIF27, -0,11 pp, a 11,87%; e DIF29, -0,08 pp, a 11,95%.

Fonte: www.infomoney.com.br

sábado, 18 de julho de 2015

Dólar fecha em alta com incertezas políticas e vai a R$ 3,19

O dólar fechou em alta frente ao real nesta sexta-feira (17), rondando o patamar de R$ 3,20, refletindo o quadro político conturbado no Brasil após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar seu rompimento político com o governo Dilma Rousseff.

A moeda norte-americana terminou a sessão vendida a R$ 3,1939, em alta de 1,13%, após atingir R$ 3,2040 na máxima da sessão. Veja cotação
Na semana, a divisa acumulou valorização de 1,03%.
"Essas questões no Congresso podem prejudicar a aprovação de mais medidas fiscais e assustam investidores", disse à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.
A alta do dólar nesta sexta era corroborada também pelo avanço dos preços ao consumidor dos EUA em junho, pelo quinto mês consecutivo, destacou a agência Reuters. Os dados reforçaram expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, está na trajetória de elevar os juros neste ano, o que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados por aqui.
No cenário econômico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que aatidade econômica brasileira ficou praticamente estagnada em maio na comparação com o mês anterior, em resultado abaixo do esperado.
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Com isso, repôs ao todo o equivalente a US$ 3,630 bilhões, ou cerca de 34% do lote de agosto, que corresponde a US$ 10,675 bilhões.

domingo, 26 de abril de 2015

PepsiCo lançará Pepsi Diet sem aspartame nos EUA

A PepsiCo disse que substituirá sua atual Diet Pepsi nos Estados Unidos por refrigerante sem aspartame, um adoçante artificial que tem ficado sob escrutínio de consumidores atentos à saúde.
A Diet Pepsi, a Diet Pepsi sem cafeína e a Diet Pepsi de cereja, adoçados com uma mistura de sucralose e acesulfame de potássio, começarão a substituir os refrigerantes em agosto, disse a companhia nesta sexta-feira.
As vendas norte-americanas de refrigerantes têm caído por aproximadamente uma década, com consumidores saindo dos refrigerantes dietéticos devido a preocupações sobre os efeitos dos adoçantes artificiais na saúde, especialmente aspartame.
"Os consumidores de refrigerantes dietéticos nos EUA nos disseram que queriam Diet Pepsi sem aspartame e estamos entregando", disse Seth Kaufman, vice-presidente sênior da Pepsi, em comunicado.
As vendas do negócio de bebidas da PepsiCo tem sido afetadas pelo declínio de longo prazo das vendas de refrigerantes nos Estados Unidos.
O aspartame, que é cerca de 200 vezes mais doce que açúcar, é amplamente usado para adoçar refrigerantes. Também é utilizado pela rival Coca-Cola em seus refrigerantes como Coca Diet, Coca Zero e Schweppes Diet Lemonade.
As vendas de Coca Diet em volume caíram 6% no primeiro trimestre.
A PepsiCo teve queda de 3,2% em receitas líquidas no primeiro trimestre, para US$ 12,22 bilhões, informou na quinta-feira.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Petrobras obtém crédito de R$ 9,5 bilhões no mercado interno para cobrir demanda de recursos em 2015

A Petrobras fechou acordos com a Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil e Standard Chartered que complementam necessidades de recursos da empresa, garantindo à petroleira a cobertura de suas necessidades de financiamentos para 2015, segundo fato relevante divulgado pela estatal nesta sexta-feira.
Entre financiamento e limites de crédito pré-aprovado, o somatório das operações chega a 9,5 bilhões de reais, trazendo alívio para a estatal em momento em que enfrenta limites para fazer captações no mercado de dívida, por conta da crise decorrente do escândalo de corrupção.
Além daquele montante, a Petrobras anunciou ainda negócio envolvendo plataformas, no valor de 3 bilhões de dólares.
"Essas operações, somadas a outras já executadas neste ano, atendem às necessidades de financiamento da companhia para 2015", disse a petroleira.
Com o Banco do Brasil, a companhia aprovou um financiamento no valor de 4,5 bilhões de reais, na modalidade de nota de crédito à exportação, por meio da subsidiária BR Distribuidora, pelo prazo de seis anos.
Com a Caixa, a petroleira anunciou aprovação de acordo para um limite de financiamento pré-aprovado ("standby") no valor de 2 bilhões de reais e prazo de até cinco anos.
Aprovou ainda limite de financiamento pré-aprovado com o Bradesco, no valor de 3 bilhões de reais e prazo de até cinco anos.
Já com o banco Standard Chartered, a Petrobras aprovou um acordo de cooperação para uma operação de venda com arrendamento e opção de re-compra de plataformas de produção, no valor de até 3 bilhões de dólares e prazo de dez anos.
A Petrobras disse ainda que continuará avaliando oportunidades de financiamento visando antecipar parte das necessidades de 2016.
Neste mês, a empresa informou que assinou com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB) contrato de financiamento de 3,5 bilhões de dólares.
Anteriormente, o Conselho de Administração da Petrobras havia autorizado a companhia a captar até 19,1 bilhões de dólares líquidos em recursos ao longo de 2015.
Adicionalmente, a petroleira reiterou que anunciou em março a aprovação de um robusto plano de desinvestimento de 13,7 bilhões de dólares para o biênio 2015 e 2016, visando à redução da alavancagem, preservação do caixa e concentração nos investimentos prioritários.
"Dentre os ativos de Exploração & Produção do plano de desinvestimento não estão incluídos ativos em produção no Pré-Sal", frisou a petroleira em seu comunicado.
Envolvida nas investigações da operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção que envolveu a petroleira, empreiteiras, políticos e partidos, a estatal passa por dificuldades para obter financiamentos com condições interessantes.
Isso porque a auditora PricewaterhouseCoopers negou-se a assinar o seu balanço do terceiro trimestre, que foi publicado não auditado, sem que perdas com a corrupção fossem lançadas no documento.
A Petrobras informou no início da semana que seu Conselho de Administração vai se reunir no dia 22 de abril para apreciar as demonstrações contábeis auditadas do terceiro trimestre e do ano de 2014, e que espera divulgá-las após a decisão do Conselho.

sábado, 4 de outubro de 2014

Importação de petróleo e derivados pelo Brasil dispara em setembro


As importações de petróleo, gás e derivados pelo Brasil em setembro cresceram, pela média diária, quase 50% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 3,935 bilhões de dólares, informou a Secretaria de Comércio Exterior.
As compras de petróleo no exterior somaram 1,967 bilhão de dólares, mais que o dobro do verificado no mesmo o período do ano passado. As importações de derivados atingiram um montante semelhante.
"No grupo dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento dos preços e das quantidades embarcadas de petróleo, gás natural e óleos combustíveis", disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil em nota.
As importações de petróleo e derivados têm impacto importante nas contas da Petrobras, cuja divisão de Abastecimento registra seguidos prejuízos trimestrais pela política do governo, o sócio majoritário da empresa, de não repassar a volatilidade dos preços internacionais para os combustíveis vendidos no Brasil.
Assim, a estatal tem vendido nos últimos tempos gasolina e diesel com a valores menores no país do que os de compra no mercado externo.
No ano até setembro, as importações de petróleo e derivados do Brasil já somam 30,51 bilhões de dólares, praticamente estável na comparação com o mesmo período do ano passado as compras de petróleo atingiram 12,08 bilhões, enquanto as de derivados e outros produtos, 18,43 bilhões de dólares.
Já as exportações de petróleo e óleos combustíveis do Brasil somaram 1,682 bilhão de dólares em setembro, com o petróleo respondendo por 1,32 bilhão de dólares, queda de 18,5% pela média diária ante o mesmo mês de 2013.
De janeiro a setembro, as exportações desses dois produtos acumulam 15,27 bilhões de dólares, contra 11,5 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado, o que indica um déficit da balança do setor considerando importações de mais de 30 bilhões de dólares no período, que também tem impacto nas contas totais do país.

sábado, 12 de abril de 2014

Gás natural se consolida como pilar estratégico da economia de países da América do Sul

Bolívia exportou cerca de 31,15 milhões de metros cúbicos (MMmcd) de gás natural para o Brasil. No Peru, insumo ganha lugar na matriz energética. O setor de hidrocarbonetos da Bolívia, além de ser um dos mais dinâmicos da América Latina, tanto por sua contribuição para o PIB, quanto para o volume de exportações, também representa um recurso natural de gestão estratégica para o país. E não é somente na Bolívia que a utilização do gás natural no setor energético tem atraído investimentos e olhares de governos e da indústria. No Peru, por exemplo, a demanda pelo insumo quintuplicou em dez anos.

 A Bolívia faturou US$ 6,059 bilhões pela venda de gás natural em 2013 para a Argentina e o Brasil, seus dois principais mercados, segundo dados da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). O resultado superou em 11,9% o de 2012, e mostra porque a renda proveniente da exportação do gás natural é o pilar da economia boliviana.

 Enquanto o óleo produzido na Bolívia é destinado ao consumo do mercado interno, o Gasoduto Bolívia Brasil, em operação desde 1999, viabiliza a exportação de volumes significativos de gás através do Contrato de Compra e Venda de Gás Natural (GSA, na sigla em inglês). "Este gasoduto representa o elo de integração econômica mais importante para os dois países e constitui um fator de complemento energético, representando mais de 50% do volume produzido pela Bolívia e cerca de 65% do gás natural importado pelo Brasil", explica o diretor de Regulação Econômica da Agência Nacional de Hidrocarburos da Bolívia, Edwin Merida Calvimontes.

 O Peru também tem se destacado no setor energético. Combustíveis mais caros e mais poluidores como a gasolina e o diesel têm sido substituídos pelo gás natural, que ganha cada vez mais espaço na matriz energética do país. Desde o início do projeto Camisea, em 2003, cujo objetivo é extrair gás natural de diversas fontes da zona central do país, a participação do insumo na demanda de hidrocarbonetos passou de 7% para 35%, em 2013.

 Para o diretor geral de Hidrocarbonetos do Ministério de Minas e Energia do Peru, Juan Israel Ortiz Guevara, Brasil e Peru poderiam contrastar suas experiências e unir esforços em questões pertinentes como a regulação tarifária, gestão do setor de gás natural, tecnologia de GNL (gás natural liquefeito) e programas de massificação do uso do insumo. "A indústria brasileira de gás natural tem conseguido avançar bastante, tanto no sentido de aumentar suas reservas, como em sua produção, considerando o abastecimento por fontes internas e externas", afirma.

 Visões políticas, econômicas e relativas ao desenvolvimento do setor gás natural na Bolívia, no Peru e na América Latina integram a pauta de discussões da 11ª edição do Gas Summit Latin America, que acontece entre os dias 13 e 15 de maio, no Hotel Windsor, no Rio de Janeiro.  Guevara e Calvimontes concordam que o evento permite o compartilhamento de experiências de diferentes políticas energéticas adotadas nos países da América Latina. "Com base nas conclusões do evento, poderemos avaliar nossas políticas atuais e identificar estratégias para nos ajudar a gerir o mercado atual, além de prever suas consequências futuras", finaliza Calvimontes.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Termelétricas a óleo diesel e combustível assinaram aditivo de contrato com a Petrobras Distribuidora que garante o abastecimento por 12 meses, num sinal de que essas usinas mais caras poderão ficar acionadas ao longo de todo o ano.
O aditivo foi assinado na semana passada, segundo o presidente da Associação Brasileira de Geração Flexível (Abragef), Marco Antonio Veloso, que acrescentou que esses aditivos costumavam ser fechados com prazos menores no passado.
"Os aditivos eram fechados com um prazo de até três meses. Mas agora o aditivo celebrado na semana passada tem validade de 12 meses. Isso aí é um indicativo de geração de energia por essas termelétricas nos próximos 12 meses", disse Veloso à Reuters.
A Petrobras Distribuidora confirmou, por meio da assessoria de imprensa, a renovação dos contratos de fornecimento às térmicas a óleo diesel e combustível até 31 de janeiro de 2015. Porém, segundo a empresa, o aumento do prazo visa apenas dar uma garantia mais tranquila de suprimento às usinas.
Segundo o presidente da Abragef, a garantia de fornecimento por um prazo maior era uma solicitação dos geradores térmicos flexíveis, como forma de, por exemplo, dar garantias para conseguir fechar financiamentos de longo prazo.
As termelétricas têm gerado energia fortemente na base do sistema elétrico brasileiro desde outubro de 2012, diante do nível baixo dos reservatórios das hidrelétricas.
As térmicas a gás natural praticamente não pararam de gerar energia desde 2012, enquanto que as mais caras --a óleo diesel e combustível-- tiveram alguma redução de despacho em alguns momentos.
A geração a óleo diesel e combustível representa cerca de 2.500 MW médios do total de 15 mil MW médios de térmicas atualmente indicados para o despacho, de acordo com o presidente da Abragef.
A assinatura dos contratos para suprimento de combustível ocorreu na mesma semana em que foi anunciado que o preço de energia de curto prazo bateu recorde, a 822,83 reais por megawatt-hora (MWh), e quando aumentaram as preocupações em relação à situação dos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste.
Os reservatórios do Sudeste, principal região para abastecimento do país, estão em um dos piores níveis para a década após a falta de chuvas em janeiro, mês tradicionalmente úmido em que as reservas de água deveriam aumentar.
Na sexta-feira passada, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou que as perspectivas de chuva continuam escassas para o Sudeste e o sistema indicou maior acionamento termelétrico, incluindo de usinas a óleo diesel e combustível.

No fim de dezembro, a Petrobras reajustou em 15 por cento o preço do óleo combustível produzido em suas refinarias e comercializado no mercado brasileiro.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Déficit da indústria chega a R$105 bi e bate recorde

A balança comercial brasileira de produtos industrializados teve, no ano passado, o maior rombo da história. O déficit dos manufaturados atingiu US$ 105,015 bilhões, resultado de exportações de US$ 93,090 bilhões e importações de US$ 198,105 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 2012, o déficit de manufaturados foi de US$ 94,162 bilhões.
O déficit do grupo dos produtos industrializados começou a ser registrado em 2007 e aumenta a cada ano desde 2010. O rombo da indústria mostra que nem mesmo a desvalorização do real em relação ao dólar no ano passado - mais de 15% - e o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) foram suficientes para ajudar na competitividade da produção brasileira.
"Há um consenso de perda da competitividade da indústria brasileira. São problemas em grande medida provenientes dos custos adicionais de logística e falta de inovação", diz Ricardo Markwald, diretor-geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). As transações da indústria também perderam espaço por causa dos poucos acordos comerciais firmados pelo governo brasileiro, afirma Markwald. "Os acordos assinados pelo Brasil são com países pequenos, como Palestina, Israel e Egito. Outros países foram mais ativos nessa assinatura de acordos e têm benefícios tarifários em diversos mercados."
Como reflexo do momento ruim da indústria, os produtos manufaturados perderam representação na pauta de exportação do Brasil. A participação desse grupo de produtos cai desde 2005. Em 2008, ano anterior à crise global, representavam 46,8% do total exportado pelo Brasil para o resto do mundo, mas em 2013 responderam por 38,4% das vendas totais. "A presença dos produtos manufaturados na pauta de exportação do Brasil é muito baixa para um país que tem um parque industrial como o nosso", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Petrobras cancela processo de afretamento de sondas com Ocean Rig

A Petrobras cancelou o processo de contratação para o afretamento de cinco sondas de perfuração para 3 mil metros de lânima d'água com o grupo Ocean Rig, informou a estatal nesta quinta-feira.
Segundo a petrolífera, a decisão baseia-se na redução de necessidade futura de sondas. Há uma previsão de número menor de poços a serem perfurados no Pré-sal da Bacia de Santos, "em virtude da maior produtividade que vem sendo obtida pelos poços nos projetos de desenvolvimento da produção naquela área", explicou a empresa.

Em fevereiro deste ano, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a contratação de 26 sondas para perfuração em águas profundas, com prioridade para a região do pré-sal. Do total, 21 sondas serão encomendadas à Sete Brasil e 5 à Ocean Rig.

A estatal havia aberto a licitação das 21 sondas em junho do ano passado, e apenas a Sete Brasil e a Ocean Rig, do empresário German Efromovich, foram qualificadas. Na reunião do conselho desta quinta-feira, decidiu aumentar a encomenda.

A Sete Brasil é uma empresa formada pelos fundos de pensão Petros, Previ, Funcef e Valia, além dos bancos Santander, Bradesco e Caixa Econômica Federal.A Petrobras tem 10% do capital.

Confiante na vitória, a empresa já havia firmado a construção de uma unidade no estaleiro Jurong Aracruz que está sendo construído no Espírito Santo.

Em dezembro a Petrobras havia cancelado a licitação, alegando insatisfação com os preços apresentados, e iniciou negociação bilateral com as empresas.

A primeira licitação, para um lote de sete sondas, foi vencida pela Sete Brasil, que está construindo as sondas no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco. O valor de cada unidade atingiu US$ 662,4 milhões - a previsão é de que entrem em operação em 2015. O arrendamento terá custo de cerca de US$ 475 mil para a Petrobras por dia. As sondas terão que ser construídas no Brasil e terão capacidade para perfuração a 3.000 metros de profundidade.

Por: Redação com Agências de Notícia releases@guiaoffshore.com.br

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dilma quer atrair espanhóis para concessões de ferrovias e rodovias

A presidente Dilma Rousseff procurará hoje, em Madri, atrair investidores espanhóis para as concessões bilionárias de rodovias, ferrovias e construção do trem-bala. Dilma levou para sua visita hoje na capital espanhola o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Ele detalhará o potencial das concessões de R$ 91 bilhões para ferrovias e de R$ 42 bilhões para a modernização de rodovias no seminário promovido pelo Valor e pelo “El País”, que será aberto pela própria presidente.


No sábado, na Cúpula Ibero-americano, em Cádiz, a presidente reiterou que o Brasil está realizando grandes obras em logística e transportes, na produção e distribuição de energia, na exploração de petróleo e gás, na rede de comunicações, e que para isso conta com a participação externa.

Ela prometeu um “ambiente econômico favorável às empresas parceiras de todos os pontos do mundo”, referindo-se “em especial à Espanha, a Portugal e, sobretudo, aos países latino-americanos, nesses investimentos”.

Segundo Figueiredo, o Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dará financiamento “adequado” aos investidores, incluindo juro baixo, de 1,5% a 2% em termos reais, carência de cinco anos e 25 anos para pagar, no caso das ferrovias, e três anos de carência com 20 anos para pagamento nos projetos de rodovias. Também existirão outros instrumentos para captação.

A expectativa é de que os espanhóis não apenas estarão interessados em participar, como contam com boas chances de entrar nas concessões. Isso porque o modelo de modelo de ferrovia que o Brasil está adotando, separando prestação de serviços e infraestrutura, é idêntico ao espanhol.

O plano do governo é divulgar no dia 26 o edital da primeira fase do trem-bala. Também será publicado neste mês o edital do bilionário programa de concessão dos portos. Em seguida virão as concessões de R$ 91 bilhões para ferrovias e de R$ 42 bilhões para a modernização de rodovias.

Assim, em dezembro será lançado o edital do primeiro lote das rodovias, ligando Brasília- Juiz de Fora e divisa de Bahia/Minas com divisa do Rio de Janeiro. Em março de 2013 será vez do segundo lote de concessões de rodovias e do primeiro lote de ferrovias. Em maio, virá o segundo lote das ferrovias. Em julho, será feito novo leilão para a primeira fase do trem-bala – depois que o primeiro modelo de concessão foi rejeitado pelo mercado, o governo agora separa os contratos dos responsáveis pela construção e pela exploração do serviço. Na primeira etapa, o investimento é estimado em R$ 8 bilhões, abarcando trens, parte de sinalização e sistemas operacionais. O presidente da EPL explicou que será obrigatória a transferência de toda a tecnologia do trem para poder fabricar componentes no Brasil.

O percentual de exigência de conteúdo local vai variar. Todos os grupos que produzem trem-bala – da França, Espanha, Alemanha, Japão e Coreia do Sul – estão interessados no projeto. Dilma já viajou em todos eles.

O evento em Madri terá a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Da parte espanhola, participarão José Ignacio Wert, ministro de Educação, Cultura e Esportes, e o presidente da Telefónica, Santiago Fernández Valbuena. Os debates terão como temas educação e infraestrutura e energia.


Fonte: Valor







sexta-feira, 9 de novembro de 2012

QGEP tem lucro de R$ 61,9 milhões no 3T12

A QGEP Participações S.A. divulgou na quarta-feira (7) que teve lucro líquido consolidado de R$ 61,9 milhões no terceiro trimestre de 2012, representando um aumento de R$ 65,4 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

O fluxo de caixa de atividades operacionais atingiu R$ 64,5 milhões, similar aos R$ 64,9 milhões do 2T12. Já a receita líquida totalizou R$ 127,2 milhões, um crescimento 71,8% em relação ao 3T11 e 3,3% em relação ao 2T12. No 9M12, a receita líquida atingiu R$ 346,3 milhões, 68,2% acima do resultado do 9M11. O EBITDAX no 3T12 foi de R$ 87,1 milhões, um acréscimo de 85,3% em comparação ao 3T11, com margem EBITDAX de 6%.

“Neste trimestre, tivemos um excelente desempenho financeiro e operacional. Registramos aumento significativo nas linhas de receita, EBITDA e lucro líquido, tanto na comparação anual como na trimestral, principalmente em função dos altos níveis de produção no Campo de Manati. Além disso, nossa geração de caixa das atividades operacionais foi substancial e alcançamos importante progresso nos nossos projetos exploratórios durante os primeiros nove meses deste ano”, Lincoln Guardado, presidente da QGEP.

A forte demanda por gás natural gerou resultados bastante positivos no Campo de Manati, onde a produção média diária atingiu 6,7 MMm³ de gás natural no terceiro trimestre e de 6,1 MMm³ nos primeiros nove meses de 2012.

A QGEP anunciou ainda que Sérgio Michelucci será o novo diretor de Exploração a partir de 1º de dezembro de 2012. Michelucci é geólogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem especialização em geofísica pela Universidade do Texas em Austin e possui mais de 37 anos de experiência na atividade de Exploração de Produção de Petróleo, dos quais 35 anos foram como funcionário da Petrobras. Em janeiro de 2012, Michelucci se juntou à QGEP onde ocupou a posição de gerente de Projetos Exploratórios.
 
Informações retiradas do site: http://www.portalnaval.com.br/

sábado, 20 de outubro de 2012

REAJUSTE DE TARIFAS AEROPORTUÁRIAS

Informação obtida junto a TAKELOG (Comissária de Despachos)

“Conforme decisão 67, de 10/07/12, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), serão reajustadas as tarifas aeroportuárias de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia, previstas no Anexo 4 do Contrato de Concessão de Aeroportos – CCA nº 003/ANAC/2012 – SBKP.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Petrobras encontra novo reservatório gigante no pré-sal de Santos

O prospecto de Carcará, descoberto pela Petrobras em parceria com a Galp, Queiroz Galvão e Barra Energia, é uma das mais signicativas descobertas já realizadas no Brasil, afirmou o presidente da Barra Energia, João Carlos de Luca.

No início da noite, a Petrobras divulgou nota informando os novos dados obtidos com a continuação da perfuração do poço 4-SPS-86B (4-BRSA-971-SPS), que testa o prospecto de Carcará, no bloco BM-S-8 em águas ultraprofundas, no pré-sal da Bacia de Santos. Essa descoberta já havia sido anunciada preliminarmente no dia 20 de março de 2012.

Localizado a 232 km do litoral do Estado de São Paulo, em lâmina dágua de 2027 metros, o poço ainda está sendo perfurado dentro da zona de óleo, a 6.213m de profundidade, e tem o objetivo de determinar a espessura total dos reservatórios portadores de petróleo bem como a presença de zonas de interesse mais profundas.

Foram coletadas novas amostras de óleo até a profundidade de 6.131m, que comprovaram a boa qualidade do petróleo de cerca de 31º API. O poço comprovou, também, que os reservatórios carbonáticos têm excelentes características de porosidade e permeabilidade.

O poço, ainda em perfuração, já confirmou uma coluna maior que 400 metros de petróleo, caracterizada principalmente por reservatórios contínuos e conectados.

A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).

sábado, 2 de junho de 2012

OGX vai produzir diariamente 50 mil barris no segundo trimestre de 2013

A produção de petróleo da OGX, empresa do empresário Eike Batista, deverá atingir entre 40 mil e 50 mil barris diários no segundo trimestre de 2013, disse o presidente da companhia, Paulo Mendonça.
A empresa esperava chegar a esse patamar ainda em 2012, com quatro poços em fase de extração no complexo de Waimea, na bacia de Campos. Mas a OGX optou por reduzir o volume na fase de Teste de Longa Duração (TLD), como é chamado o início da produção de um poço.
"Estamos produzindo com a injeção de água e precisamos equilibrar isso. Se injetarmos água demais, vamos entregar o reservatório depletado. Estamos testando, mas com a produção atual, de 8,5 mil barris em cada poço, estabilizou", disse o presidente da OGX em entrevista à Reuters.
A OGX deu início à produção do seu primeiro óleo, em Waimea, no dia 31 de janeiro deste ano. Nos testes, a produção teve diferentes níveis de vazão, entre 10 mil e 18 mil barris por dia, para o avaliar o comportamento do reservatório.
Atualmente existem dois poços abertos, e a produção média está em 17 mil barris/dia. Com o início da extração no segundo poço, no início do mês, a produção chegou a subir de 11,5 mil barris de petróleo para 23 mil barris/dia (ao todo), disse ele.
Mendoça informou ainda que um terceiro poço em Waimea começará a produzir no segundo semestre de 2012. Isso fará com que a produção atinja entre 30 mil e 40 mil barris/dia até o final do ano.
Um quarto poço virá somente em 2013, e aí a produção pode variar entre 40 mil e 50 mil barris/dia.
Parte do complexo de Waimea tem volume recuperável de 110 milhões de barris segundo o Plano de Desenvolvimento apresentado à Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas pode chegar a 150 milhões, segundo Mendonça.
A estimativa para todo o complexo de Waimea (que envolve outros campos) permanece entre 500 e 900 milhões de barris. A declaração de 110 milhões de barris abrange apenas uma parte do campo, Waimea Pequena, batizada de Tubarão Azul, onde opera a plataforma FPSO OSX-1.
Acreditava-se inicialmente que Waimea era um único campo, mas recentemente a OGX dividiu o complexo em vários reservatórios.
Segundo o presidente da companhia, essa divisão foi necessária porque descobriu-se que existem vários tipos de óleo, com diferentes graus API (22 e 24 graus) e que funcionam com diferentes pressões.
INVESTIMENTO
O executivo disse que a companhia será capaz de manter seu agressivo plano de produção de petróleo mesmo se crise grega do euro e uma desaceleração chinesa chegarem a forçar os preços do petróleo para patamares baixos.
A empresa pretende iniciar a produção em Waikiki, batizado de Tubarão Martelo, em 2013.
"Mesmo se o petróleo chegar em 70 dólares ou 80 dólares o barril, podemos ganhar dinheiro, continuar os nossos programas", afirmou.
"Se cair ainda mais para 60 dólares ou 70 dólares por barril, um monte de empresas vai estar em apuros. Mas se chegar a 60 dólares o barril será temporário", acrescentou Mendonça.
O petróleo Brent já caiu cerca de 15 por cento desde o pico do ano de pouco mais de 128 dólares o barril no início de março, e agora está próximo ao valor do início do ano, em torno de 106 dólares o barril.
Uma patamar "bom" para a empresa seria acima do valor do Brent atual.
"Eu acho que entre 120 e 125 dólares por barril é um preço bom, mas o que realmente me assusta é se o petróleo vai a 150 dólares o barril, o que poderia realmente ferir a economia mundial."

Por Leila Coimbra e Jeb Blount

sábado, 24 de dezembro de 2011

Etanol brasileiro vai ter livre acesso aos EUA em 2012, diz Unica

Lei dos EUA, que inclui subsídios e tarifa para importado, expira no dia 31.

Entidade diz que não haverá 'qualquer medida que impeça a abertura'.

O mercado dos Estados Unidos vai se abrir para o etanol brasileiro de cana-de-açúcar em 2012, depois de mais de 30 anos de protecionismo, informou nesta sexta-feira (23) a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).


A legislação americana vigente, que inclui subsídio de US$ 0,45 por galão de etanol produzido nos Estados Unidos, assim como a tarifa alfandegária de US$ 0,54 cobrada pelo galão de etanol importado, expira no dia 31 de dezembro. A avaliação da Unica, é que os subsídios não serão prorrogados.

"Com o fim das atividades no Congresso americano para 2011 nesta sexta-feira, não haverá mais oportunidade para qualquer medida que impeça a abertura para o etanol brasileiro, a partir do primeiro dia de 2012, do maior mercado consumidor de combustíveis do mundo", destacou, em comunicado, a entidade, representativa dos principais produtores da região Centro-Sul.

O Brasil, que é o segundo produtor mundial de etanol, depois dos Estados Unidos, reivindica há anos o fim das barreiras ao produto brasileiro.
Desde 2007, a Unica tinha um escritório em Washington para trabalhar pela eliminação das barreiras ao etanol brasileiro. Segundo a entidade, a tarifa impede que o etanol brasileiro chegasse ao mercado americano com preços competitivos.

“Este é o momento em que Brasil e Estados Unidos, que juntos respondem por mais de 80% do etanol produzido no mundo, devem mostrar liderança e trabalhar juntos para criar um verdadeiro mercado global para o etanol, livre de barreiras tarifárias, a exemplo do que já acontece com o petróleo. Os dois países devem dar o exemplo e incentivar o resto do mundo para que produza e utilize mais etanol,” afirmou o presidente da Unica, Marcos Jank.

A entidade vê no fim de barreiras tarifárias nos EUA o caminho aberto para que as diferentes matérias primas utilizadas para produzir etanol, como o milho, a beterraba e a cana, sejam avaliadas exclusivamente com base em suas características para produzir biocombustíveis eficientemente. "O que não pode prevalecer é a proteção política à matéria prima deste ou daquele país,” afirma Jank.

Ele destacou que o setor sucroenergético brasileiro vive um momento de transição, se esforçando para voltar a crescer e atender à demanda por seus produtos, que aumenta fortemente dentro e fora do Brasil. “Hoje a prioridade é atender o mercado doméstico, mas com o fim da tarifa americana, é possível visualizar a consolidação do etanol como commodity internacional, como já acontece com o açúcar" afirmou.







quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Repsol YPF realiza maior descoberta de petróleo de sua história no Sul da Argentina

A Repsol YPF confirmou ter feito a maior descoberta de petróleo da sua história, com os primeiros resultados exploratórios da sua participação em um dos maiores reservatórios de hidrocarbonetos não-convencionais do mundo, denominado Vaca Muerta, na província argentina de Neuquén.


A companhia confirmou um volume de recursos recuperáveis de 927 milhões de barris equivalentes de petróleo de hidrocarbonetos não-convencionais, dos quais 741 milhões de barris correspondem a petróleo bruto de alta qualidade (40-45º API) e o resto a gás, em uma superfície de 428 km² na área Loma La Lata Norte, na província de Neuquén. Foram perfurados e colocados em produção 15 poços verticais com um volume total de produção de cerca de 5.000 barris de petróleo equivalente diários.

Também foram iniciados trabalhos exploratórios em outra área produtiva de 502 km² da mesma formação Vaca Muerta. Os poços perfurados nesta região alcançam volumes de produção similares aos da região previamente mencionada, com elevada qualidade (35º API). A nova área abre uma expectativa de grandes volumes para desenvolver no futuro, quando forem realizados os estudos correspondentes e finalizados os trabalhos preliminares necessários para quantificar os recursos.
Até agora, a companhia concentrou seus esforços exploratórios de recursos não-convencionais em uma área de Loma La Lata Norte. Essa região, de 428 km², faz parte dos 12.000 km² cuja concessão pertence à YPF, na formação Vaca Muerta, um dos maiores reservatórios de hidrocarbonetos não-convencionais (30.000 km²) e com a maior qualidade do mundo.

A consultora internacional Wood Mackenzie identificou a formação de Vaca Muerta como uma das melhores do mundo dentro do "Unconventional Gas Service" e avaliou como "excelente" depois de analisar outras regiões exploratórias nos Estados Unidos, Austrália, China e diferentes países europeus. A medição incluiu, entre outros parâmetros, o desenvolvimento do mercado de hidrocarbonetos, infraestrutura, regulação, disponibilidade de água, termos fiscais, qualidade, volume comparativo, capacidade de melhora da recuperação com a tecnologia e organização da cadeia de abastecimento.

Adicionalmente aos 428 km² informados, estão sendo realizadas perfurações e estudos para quantificar os recursos adicionais na nova extensão delimitada em 502 km², cujos resultados até a data permitem adiantar dados similares àqueles já colocados de manifesto na área anteriormente mencionada.